ONG salva animais de rua

ONG salva animais de rua

Organização Figurinhas recolhe animais das ruas e dão lar temporário

Eles são brincalhões, carinhosos e estão cheios de amor para dar. Ainda assim tem gente que os abandona nas ruas, em estradas rurais e em praças. São os animais de rua, uma multidão de cães e gatos abandonados à própria sorte, correndo o risco de serem atropelados no transito movimentado de Ribeirão Preto, passando fome e expostos às doenças de diversos tipos, além de procriarem sem nenhum controle, gerando filhotes que, como os pais, sofrem os mesmos riscos da vida na rua.

Enquanto algumas pessoas, por falta de consciência, deixam os animais nas ruas, outras dedicam suas vidas a resgatá-los e dar-lhes lar temporário. É o caso da organização não governamental Figurinhas.

Numa noite chuvosa de janeiro deste ano, Fernanda Faria Nishimi viu um cãozinho abandonado numa rua do bairro Manoel Pena, parou o carro, chamou Pitoco para dentro e o levou para casa. Em outro dia, voltou para pegar a cadela Nina no mesmo local. Cuidou deles, os deixou bonitos e conseguiu um lar permanente. Depois disto, muitos cães passaram pela casa de Fernanda e André Nishimi.

Meses depois, em julho, eles fundaram a ONG Figurinhas onde 11 voluntários recolhem animais nas ruas e dão lar temporário para eles. Todos passam pelo mesmo processo pelo qual passaram Nina e Pitoco. São cuidados, vacinados e castrados antes de serem oferecidos para adoção. A feira de adoção promovida pela ONG é realizada quinzenalmente no cruzamento das avenidas Nove de Julho e Portugal. De acordo com Fernanda, em média 20 cães e gatos são adotados por feira.

Fernanda conta que o trabalho de recuperar os animais é gratificante, mas custa caro. “O custo da ração, das vacinas e da castração é alto e a gente pede ajuda para as pessoas para continuar o trabalho”, explica.

A ONG consegue as vacinas em uma clínica veterinária a preço de custo, ainda assim, o custo é alto. “São entre R$ 15 e R$ 18 reais e a gente já chegou a comprar 30 vacinas em um mês”, conta.

Mesmo com as dificuldades inerentes de uma organização que cuida de cães e gatos, os voluntários propuseram um desafio inovador: para evitar o abandono de animais já adotados, a ONG está implantando chips no dorso dos animais. O microchip mede entre um e três centímetros (tamanho de um grão de arroz) e carrega um número, pelo qual se pode acessar uma ficha com o nome do dono e sua localização. A comunicação com o microchip, que fica sob a pele dos bichinhos, é feita por radiofrequência e acessada por um aparelho de leitura.

Os voluntários não recebem nenhum tipo de apoio do Poder Público, segundo Fernanda. “A Prefeitura poderia fazer as castrações dos animais que o restante a gente se viraria. Mas não fazem nem campanha de conscientização contra o abandono”, reclama. 

Mesmo sem o apoio oficial, os voluntários continuarão salvando cães e gatos abandonados nas ruas de Ribeirão Preto. Quem se interessar em colaborar, pode entrar em contato com a Fernanda pelo número (16) 9-8102-9001, pelo email [email protected] e pela página da ONG Figurinhas no Facebook https://www.facebook.com/ONGFigurinhas

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Texto: Brunno Vogah (Colaborador)
Fotos: Carolina Alves

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