Operação de guerra
Empresa destruída, várias casas e carros danificados, queda de energia, falta de água, duas pessoas mortas e várias feridas: este foi o resultado do assalto à empresa de transporte de valores Prosegur
Empresa destruída, várias casas e carros danificados, queda de energia, falta de água, duas pessoas mortas e várias feridas: este foi o resultado do assalto à empresa de transporte de valores Prosegur em Ribeirão Preto. Milhares de pessoas acordaram assuntadas na madrugada de 5 de julho, com estouros de dinamite e intenso tiroteio vindo da empresa, instalada na Av. da Saudade, 2620.
A Polícia Militar (PM) estima que a ação foi realizada por mais de 20 criminosos que estavam em 10 veículos. Na fuga, alguns moradores foram rendidos e tiveram os veículos roubados. Já na altura do km 321 da Anhanguera, o cabo da Polícia Rodoviária, Tarcísio Wilker Gomes, que fazia patrulhamento foi morto com um tiro na cabeça. Outro homem morreu em consequência das queimaduras. Ubiratan Soares Berto estava escondido do tiroteio, embaixo de um dos veículos incendiados pelos ladrões.
As investigações mobilizam as Polícias Militar e Civil e também a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, representada pelo secretário Mágino Alves Barbosa Filho. A autoridade esteve na cidade, na tarde de terça-feira, e afirmou que a prisão da quadrilha é uma prioridade e questão de honra para a Polícia do Estado. No mesmo dia a Polícia identificou a casa que serviu de abrigo para os assaltantes, localizada no bairro Chácaras Rio Pardo.
Em nota, a CPFL Paulista informou que cinco transformadores da rede de distribuição de energia foram danificados durante o assalto, resultando no desligamento de um alimentador para 2.265 clientes. O serviço foi normalizado às 13h. A queda da energia também afetou o fornecimento de água em cinco bairros da cidade, o que, de acordo com o Daerp, foi normalizado à tarde.
