Os livros e os estudantes
Projetos Cheque Livro e Cheque Livrinho garantiram a presença expressiva dos estudantes na 12ª Feira do Livro
Apesar da pluralidade cultural que reúne, a essência da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto está nos livros e no contato entre leitores e escritores. Este ano, mais de 180 nomes da literatura visitaram a cidade e estiveram em contato a população de Ribeirão Preto e região. Estima-se que cerca de 500 mil pessoas tenham circulado pelos espaços que abrigaram o evento.
Uma parcela expressiva dos visitantes foi composta por estudantes. Se considerados apenas os alunos das redes municipal e estadual de ensino, mais de 17 mil estudantes ribeirãopretanos e 74 mil de 14 cidades da região tiveram acesso ao evento e aos livros. Estes números representam os jovens beneficiados pelos projetos Cheque Livrinho e Cheque Livro, que distribuem R$ 18,00 a cada aluno das escolas municipais e estaduais — o primeiro, através de recursos de patrocinadores reunidos pelos organizadores do evento e o segundo, por meio de verba do Governo do Estado de São Paulo.
Matriculados entre o primeiro e o nono ano do ensino fundamental, 920 alunos da EMEF Paulo Monte Serrat compareceram à Feira do Livro este ano. Durante a visita, os estudantes tiveram a oportunidade de participar de salões de ideias, conferências, mesas de debate e muitas outras atrações reunidas no evento. Segundo a vice-diretora da escola, Cláudia Ferreira de Oliveira, a presença dos estudantes foram extremamente produtivas.
“Antes do evento, tivemos a oportunidade de trabalhar diversos temas relacionados à 12ª Feira em sala de aula. Assim, além de comprar seus livros preferidos, os alunos aproveitaram o conteúdo de cada palestra que puderam acompanhar”, avalia Cláudia, antecipando que, no final deste mês, será apresentado um sarau com produções relativas à Feira. Os professores também se beneficiaram da presença de autores e convidados. Isto porque, por meio da Secretaria da Educação, tiveram garantidas as visitas ao evento como hora de trabalho.
Para muitos dos 1.216 estudantes da Escola Estadual Jardim das Rosas, em Serrana, a oportunidade de conhecer a Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto surgiu este ano. Isto porque o Governo do Estado de São Paulo investiu R$ 1,3 milhão no Cheque Livro, convidando alunos de 14 cidades da região a visitarem o evento. “Levar os alunos para conhecer o evento foi uma grande conquista”, avalia Sônia Aparecida Fernandes, diretora da escola.
Segundo ela, além de ter proporcionado a compra de livros, a visita também foi positiva por valorizar os estudantes como cidadãos. “Muitos deles, inclusive, saíram de Serrana pela primeira vez e se sentiram privilediados por participar de um evento grandioso como a Feira”, acrescenta a diretora. Sempre acompanhados por três representadas da escola, os alunos visitaram o evento em turnos — uma parte pela manhã, outra à tarde e a noite — e não tiveram problemas com a sinalização do evento ou com segurança.
Estandes nas praças
Em 2012, 90 estandes — divididos entre 60 expositores — foram montados nas praças Carlos Gomes, XV de Novembro e no Parque Maurílio Biagi. Só os projetos que beneficiaram os estudantes e as escolas — o Cartão Livro, que representa a verba municipal destinada à compra de livros para as escolas (R$ 600 mil) — garantiram a circulação de mais de R$ 2 milhões nos 11 dias da Feira. Segundo a proprietária da Paraler, Marylene Baracchini, o volume de vendas deste ano manteve-se semelhante aos números obtidos em 2011. A empresária, que participa da Feira Nacional do Livro desde a primeira edição, afirma que houve uma expansão importante do evento nos últimos anos, que se estabiliou este ano.
“Percebemos a diversificação do público e dos consumidores de livros, o que é um dado interessante”, avalia Marylene. Este ano, a Paraler criou dois espaços na Feira, um deles dedicado exclusivamente à literatura infantil. Satisfeita com os resultados, Marylene garante que repetirá a dose em 2013. “A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto é um evento consolidado. Nesse cenário, a Paraler já conquistou seu público e, por isso, já nos sentimos parte desse grande encontro cultural”, finaliza a empresária.