Ouro na OBA
Carlos Henrique Junqueira foi o primeiro e único medalha de ouro em Ribeirão Preto
Carlos Henrique Junqueira acaba de concluir o terceiro ano do ensino médio, prestou recentemente a segunda fase para o curso de engenharia civil da Universidade Estadul Paulista (UNESP) e, em 2013, participará da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que acontecerá no Rio de Janeiro e da Olimpíada Internacional de Astronomia (OIA), que acontecerá na Colombia. O cronograma do evento ainda não foi anunciado.
Carlos foi o único estudante a receber medalha de ouro em Ribeirão Preto pela pontuação na 15ª edição da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica), que aconteceu em diversas escolas públicas e particulares do país. “É um sentimento de orgulho, em primeiro lugar. Nós apreciamos muito o fato de termos alunos como o Carlos, somos o primeiro do colégio em Ribeirão Preto a ser convidado para uma olimpíada internacional”, comemora Maria Aparecida de Lucca Castro, diretora do Colégio Brasil, onde Carlos estuda.
Não é a primeira vez que o estudante participa da OBA, no ano passado ele levou pra casa a medalha de bronze. “Como eu participei no ano passado, este ano estava melhor preparado e conquistei a medalha de ouro”, diz.
As olímpiadas
A prova da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica), realizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e com Eletrobras Furnas, chegou em 2012 à sua 15ª edição, e é composta por questões abertas, divididas em três partes: Astronomia, Astronáutica e Energia.
“Energia é a parte mais fácil, são teorias de física. Astronomia são só fórmulas fáceis de usar. Mas astronáutica, definitivamente, é a mais difícil, pois abrange ações de gravitação e o funcionamento de foguetes”, explica Carlos.
As provas foram corrigidas pelas próprias instituições participantes. Os organizadores enviam as provas e gabaritos e depois selecionam os melhores colocados para participar de novas etapas. “Agora em janeiro haverá um acampamento em Taubaté, onde serão realizadas experiências e estudos sobre o tema”, explicou Cleide Borda Maurer, professora responsável pelo aluno nas Olimpíadas.
Por questão de agenda, aluno e professor não poderão comparecer ao acampamento, mas estão aguardando as próximas etapas.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Carolina Alves