Pacote tecnológico

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Feijão carioca IAC Milênio é mais resistente a doenças e reduz em 30% a aplicação de agrotóxicos

Criado pelo Instituto Agronômico (IAC) de Campinas, o feijão IAC Milênio agrada o produtor rural, a indústria empacotadora e o consumidor. O sucesso da variedade se deve ao pacote tecnológico composto por qualidade de grão de alto padrão no mercado, com caldo espesso, alto rendimento e elevada produtividade agrícola. Seu porte ereto viabiliza a colheita mecanizada, além de resistir ao ataque de algumas pragas.
O IAC Milênio é a milésima cultivar do Instituto e o mais recente feijão. É resistente à antracnose, que danifica folhas e vagens, depreciando o produto, e à murcha de Fusarium, principal doença da raiz, que leva a planta à morte. “A resistência a essas doenças reduz em cerca de 30% a aplicação de agrotóxicos. Hoje, o agricultor tem alto custo para controlar a antracnose”, diz o pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato.
O IAC Milênio apresenta grãos claros e inteiros após o cozimento, com tamanho e formato almejados pela indústria, além de caldo encorpado. A variedade tem potencial produtivo para chegar a 4.625 kg/hectare. “São Paulo tem a maior produtividade média por área. No Brasil, atinge-se em torno de 1.800 quilos por hectare, que ainda é baixo frente ao potencial produtivo da cultura, que fica acima de quatro mil quilos por hectare”, explica Alisson.

Foto: Arquivo IAC

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