Padilha diz que acabou a bateria do PSDB

Padilha diz que acabou a bateria do PSDB

Pré-candidato ao governo paulista, ex-ministro Alexandre Padilha, também criticou educação estadual

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), pré-candidato a governador de São paulo, disse na tarde desta sexta-feira, dia 7, em Ribeirão Preto, que “a bateria do PSDB acabou”. A afirmação foi uma resposta à dificuldade que o PT tem de vencer os tucanos no governo paulista.

“A gente vê fragmentação do outro lado e o PT busca aproveitar toda essa fragmentação”, afirmou Padilha. Para ele, o governo paulista perdeu a chance de fazer uma grande mudança na educação. “Temos um ensino médio que não chegou ao século XXI. Anda está no XI”, comentou.

Para exemplificar a “fragmentação” do apoio ao governo paulista, ele citou reclamações de prefeitos com quem tem conversado. “[O governador] trata os prefeitos de forma excludente, não republicana”, criticou. E citou o caso de um prefeito que assinou um convênio em outubro ano passado para receber um caminhão pipa e até hoje o veículo não chegou.

Padilha, que lançou neste sábado, dia 8, em Ribeirão Preto, com a presença do ex-presidente Lula, as Caravanas do PT Paulista, denominadas de Horizonte Paulista, disse que neste momento ele pretende abrir um amplo diálogo com vários setores da sociedade para a elaboração de um programa de governo.

Na sexta-feira ele passou por Igarapava, Ituverava e São Joaquim da Barra, antes de chegar a Ribeirão, onde participou de um jantar com empresários do setor sucroalcooleiro, oferecido pelo empresário Maurílio Biagi Filho, cotado para ser o candidato a vice-governador na sua chapa. Neste sábado, após cerimônia em Ribeirão, vai a Brodowski e, depois, a Barretos, em outro jantar, oferecido por Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer..

“Hoje, em Ribeirão Preto estamos começando esse processo de diálogo. Não só com lideranças políticas, mas também com empresários”. Afirmou ainda que a conversa ele terá com prefeitos de todos os partidos. “Na primeira cidade que formos, Igarapava, não há um vereador do PT, mas fomos iniciar nosso trabalho lá”.

Sobre uma possível participação do ex-ministro Antônio Palocci em sua campanha, ele afirmou que não descarta o trabalho de nenhum militante. E ainda comentou a possível candidatura de Maurílio Biagi Filho, de Ribeirão Preto, a vice governador.

“O Maurílio é uma grande liderança empresarial não apenas do setor sucroalcooleiro e tem condições de assumir qualquer cargo em qualquer governo”, apontou. Insistiu, no entanto, que este é um momento de diálogo e que só no período de convenções (em junho) cuidará das coligações.

Mesmo assim, o ex-ministro foi falar com a prefeita Dárcy Vera, que, polidamente, disse que não o apoiará, porque seu partido terá candidato próprio.

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Texto: Guto Silveira
Fotos: Ibraim Leão

 

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