Paixão em cena
A atriz ribeirãopretana Camilla Flores está em cartaz com a peça “Até onde a vista alcança”
Nascida em Ribeirão Preto, Camilla Flores une prazer e a responsabilidade de retratar diferentes personagens em palcos espalhados pelo Brasil. A atriz estuda teatro há oito anos e já participou de grandes montagens como o monólogo ‘Mundus Immundus’ dirigido por Daniel Lima e o espetáculo ‘A Invasão’ com direção de Antonio Netto. Atualmente Camilla está em cartaz com a peça ‘Até Onde a Vista Alcança’ como convidada especial da Cia. das Artes.
Em entrevista exclusiva a atriz comenta sobre sua paixão pelos palcos. Confira!
- Como você descobriu que queria ser atriz? E quando isso aconteceu?
Camilla: Descobri que minha vontade de atuar era tamanha, a partir do momento que subi em um palco e me senti confortável nesse emblemático lugar. Isso aconteceu em 1997, no Teatro Ruth Escobar em São Paulo e eu tinha apenas 13 anos.
- Quais foram suas influências nas artes cênicas?
Camilla: Minha infância foi marcada por cantigas, brincadeiras e vivências a partir de uma família grande de origem italiana bastante criativa: eram apresentações amadoras para vizinhos e familiares.
Na adolescência, conheci uma amiga que me convidou pra cursar teatro na escola. Lá pude contemplar textos de Luis Fernando Veríssimo, Mario Prata e um pouco mais da dramaturgia nacional. Nossa professora era recém formada pela Unicamp, ela montou com o nosso grupo um espetáculo que envolvia crônicas de Veríssimo e depoimentos pessoais. Essas influências conduziram minha busca pela profissionalização no teatro.
- Há quanto tempo você trabalha com teatro?
Camilla: Estudo teatro há quase oito anos e trabalho na área há cinco.
- Cite alguns de seus trabalhos.
Camilla: Tenho algum tempo de estrada e diversos trabalhos em que gostei muito de atuar, entre eles, ‘Mundus Immundus’, um monólogo produzido pela Limazzi e dirigido por Daniel Lima,texto de Nana de Castro- a peça ficou na temporada no SESC de Belo Horizonte; ‘A Invasão’, pela Cia das Artes, direção de Antonio Netto que cumpriu a temporada nos teatros Commune e Coletivo em 2011 em São Paulo; e ‘O Mambembe’, comédia musical dirigida por Jair Aguiar – que também esteve na temporada no Teatro Commune.
- Existe algum ator/atriz que você sonha em dividir os palcos?
Camilla: Gostaria de ter tido o prazer de contracenar com Paulo Autran, como já não é mais possível, quem sabe um dia dividir a cena com Fernanda Montenegro. Acho que só o fato de observá-la em alguma produção, já seria um grande sonho realizado.
- Conte-nos um fato marcante de sua carreira?
Camilla: O retorno a Cia das Artes quando estreei o espetáculo “A invasão”, texto de Dias Gomes e direção de Antonio Netto. A pesquisa feita com ocupantes de prédios abandonados em São Paulo foi de grande valia para o processo e para o grupo. Além do prazer de voltar a trabalhar com Jair Aguiar e Antonio Netto na Cia das Artes.
- O que é atuar para você?
Camilla: Atuar é sentir um imenso prazer em momentos sublimes, ciente da responsabilidade desse prazer.
- Podemos esperar novidades sobre seu trabalho?
Camilla: Para o próximo semestre o desafio é dirigir a turma do básico da Oficina de Atores de São Paulo.
- Como está sua agenda para esse mês?
Camilla: Esse mês cumprirei temporada com o espetáculo “Até onde a vista alcança” , texto de Reinaldo Santiago e direção de Jair Aguiar no Teatro Coletivo em São Paulo.
- Qual a sua dica para quem pretende iniciar esta carreira?
Camilla: Estudo, disciplina, persistência, paciência e bom humor.
Saiba mais
Camilla está em cartaz com a peça “Até onde a vista alcança”. O espetáculo relata as relações humanas no interior de São Paulo dos anos 1930. Tem como pano de fundo, os laços familiares. O texto narra as histórias da família de Marcília Rosário, esposa do autor Reinaldo Santiago, trazendo ao palco a vida real dos peões do interior do Estado de São Paulo, homens que tinham uma profunda relação de fidelidade com os donos das fazendas, uma característica muito peculiar a estes personagens.
Serviço:
Quando: de 11/04 a 10/05, quartas e quintas às 21h
Onde: Teatro Coletivo (Rua da Consolação 1623 - Centro - São Paulo/SP
Quanto: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)
Revide On-line
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Sergio Massa