Para além da revista
Beatriz Bartolomucci, de oito anos, representou a Revide em tarefa escolar, mostrando que veículo impresso ainda é lembrado pela nova geração
O uso da tecnologia pelas crianças e o abandono dos livros impressos pela nova geração são assuntos recorrentes. No entanto, ao contrário do que se diz, não são todas elas que desprezam o consumo de informação e entretenimento pela mídia impressa. Beatriz Figueiredo Bartolomucci, de oito anos, é um exemplo que ainda valoriza o contato com o papel.

A garota chamou a atenção nas últimas semanas representando a Revide em uma das atividades escolares no terceiro ano do Ensino Fundamental. “A professora pediu para fazerem um desenho que tratasse da limpeza nos bairros”, explica o pai, Eduardo Bartolomucci. O resultado foi uma interpretação da capa da Revide.
Segundo Eduardo, a filha escolheu a Revide como fonte para o trabalho pelo fato de a revista ser a principal referência de mídia impressa na cidade. “A publicação é semanal, gratuita, de fácil acesso, além, é claro, da quantidade de assuntos e informações sempre interessantes. Assim sendo, é natural que a Bia tenha a revista como referência”, diz.
Orgulhoso do trabalho da menina, o pai se surpreendeu com o resultado. “Gostei muito da atitude dela, principalmente pelo fato de que, naquele dia, ela não nos falou qual era a lição, foi lá e fez. Ela foi capaz de resolver a situação com independência e o fez sem fugir do tema e, sobretudo, usando um exemplo da nossa própria cidade” conta.
O desenho de Beatriz indica que, em um planeta dominado pela tecnologia, algumas crianças ainda têm contato e fazem questão de se lembrar da mídia impressa. Eduardo valoriza esse tipo de hábito e diz que, junto à escola, incentiva a filha na leitura e no consumo de conteúdo nesses tipos de veículos. “Em casa, ela faz lições da escola que demandam a procura de histórias específicas, palavras e imagens. Nessas oportunidades, ajudamos procurando em revistas em vez de internet, tornando a atividade um pouco mais lúdica”, explica.
Para ele, o incentivo à leitura, tanto da escola, quanto dos pais, é muito importante para diversificar a forma de receber informações. “A internet tomou conta não só das atividades escolares como também dos momentos de lazer. Assim, tudo o que pudermos fazer para tirar as crianças dessa realidade atual e levá-las um pouco para atividades longe do computador ou do celular é muito bom”, afirma.
Surpreso com o trabalho da filha, Eduardo, que também apoia a mídia impressa, não acredita no fim absoluto da circulação dos veículos e diz ser importante o incentivo da escola e da família para a manutenção desses conteúdos. “A colaboração que poderá ser dada pelas crianças de hoje no futuro promissor do veículo impresso está fortemente ligada ao que estamos fazendo hoje para elas”, conclui.