Paralisação do transporte
Acordo firmado em audiência no TRT será votado em assembleia nesta quarta-feira e pode por fim a greve dos motoristas
Em audiência de conciliação realizada em Campinas, entre o Consórcio Pró-Urbano e o Sindicato dos Motoristas do Transporte Coletivo, uma nova proposta foi apresentada aos trabalhadores da categoria e que será votada em assembleia nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira. A expectativa é de que a nova proposta possa por fim a greve dos motoristas do transporte coletivo que teve início na última segunda-feira(03).
A reunião foi acompanhada pelo superintendente da Transerp, William Latuf, a secretária de Negócios Jurídicos, Vera Zanetti e o diretor jurídico da Transerp, Leandro Góes Leite. A nova proposta contempla os trabalhadores com 9% de aumento no salário, que passará de R$ 1.408,68 para R$ 1.535,42, o prêmio por acúmulo de função de R$ 269,34 para R$ 293,58, a ser mantido ate o próximo dissídio, mesmo que o dinheiro seja tirado de circulação dos coletivos; o vale refeição de R$ 428,00 passará para R$ 470,00(9,8%) e a participação nos lucros passará de R$ 234,24 para R$ 270,00(15,02%).
Greve
É a segunda vez que os motoristas entram em greve em 2013. Na primeira paralisação, eles solicitaram locais para refeições, banheiros e horários adequados para alimentação. Após dois dias de paralisação, a categoria entrou em acordo com as empresas de ônibus.
Dessa vez, os motoristas pedem reajuste de 16% no salário (6% de reposição da inflação e 10% de aumento real), aumento do prêmio concedido para o motorista cobrar as passagens de R$ 269 para R$ 500, aumento do vale-alimentação de R$ 430 para R$ 500 e participação nos lucros de R$ 600.
O presidente do Sindicato dos Motoristas do Transporte Urbano, João Henrique Bueno, diz que as negociações salariais não avançam.
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