Piscinas precisam ter dispositivo de segurança
Lei municipal já sancionada obriga a colocação de dispositivo contra acidentes
A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (PSD), sancionou a lei Nº 13.196, que teve projeto do vereador Evaldo Mendonça, o Giló (PR), que torna obrigatório aos clubes, condomínios, hotéis e entidades congêneres, a instalação de dispositivos em piscinas que interrompam automaticamente a sucção da água em caso de risco de acidente.
Neste início do ano, em Belo Horizonte (MG), Mariana Silva Rabelo de Oliveira, de oito anos, morreu afogada após ter sido sugada pelo cabelo por um ralo em um clube.
No mesmo dia que a menina morreu, Kauã dos Santos, de sete anos, que ficou em coma por três dias, depois de ficar submerso por dez minutos, em um clube em Caldas Novas (GO), preso pelo braço em um ralo, também faleceu.
E dois dias depois, também presa pelos cabelos, Naisla Cestari, de 11 anos, foi morta em sua própria casa.
Na opinião do presidente do Ipanema Clube e vereador Genivaldo Gomes (PSD), a lei é vista com muito bons olhos. “Ótimo. Quanto mais segurança melhor”, disse. Ele também conta que uma parte das piscinas do clube que preside já tem o dispositivo, e a outra parte, mais antiga, ele já pediu para verificar se a instalação foi concluída.
O coordenador de jogos e manutenção da Sociedade Recreativa e de Esporte de Ribeirão Preto, João Henrique, diz que essa precaução é exigida pelo próprio associado. “Temos o dispositivo para atender exigências das normas técnicas e do associado”, contou.
As piscinas da Recreativa, de acordo com João, tem um botão ligado na contratura do filtro da piscina, que pode ser acionado a qualquer momento pelo salva-vidas do clube, parando a sucção, e, além disso, tem tampas que impedem que cabelos e membros do corpo fiquem presos aos ralos.
O objeto custa entre R$ 22 e R$ 30, e se chama anti-hair. E, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Piscinas (Anapp), apenas 2% das piscinas no país têm a tampa que impede a sucção de cabelos ou braços, ou o dispositivo que interrompe a sucção quando alguém fica preso.
Campanha
A Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) lançou em dezembro de 2013 a campanha “Piscina + Segura”, na qual defende, fazendo um acrônimo da palavra “ÁGUAS”, que se tomando apenas cinco atitudes, é possível dar mais de 95% de segurança contra afogamentos. São eles:
Atenção – 100% nas crianças;
Guarda-vidas – sempre presentes;
Urgência – saiba agir;
Acesso Restrito – cerque a piscina;
Sucção – use ralo anti-sucção ou anti-hair e meios de interrupção de bomba.
Revide Online
Texto: Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Arquivo Revide