Plantas alimentícias
Hortaliças que deixaram de ser frequentes na mesa dos brasileiros, como capuchinha e chuchu de vento, voltam a ter destaque, tanto como fonte nutricional quanto como opção para a geração de renda
Vinagreira roxa, beldroega, capuchinha, mangarito, bertalha, chuchu de vento e ora-pro-nóbis podem voltar à mesa dos brasileiros. Por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo divulga as chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais (Panc). A estratégia é transferir tecnologia e conhecimento que possibilitem o cultivo dessas hortaliças e a retomada do consumo.
De acordo com a pesquisadora da Secretaria, Cristina Maria de Castro, as variedades podem contribuir para sanar problemas de saúde ligados à má nutrição. “Algumas espécies chegam a ter cerca de 600% mais ferro que o espinafre. A araruta, por exemplo, possui amido de alta digestibilidade e é utilizada no convalescimento de idosos, mulheres em trabalho de parto e pessoas com problema de refluxo”, aponta Cristina.
As pesquisas da Apta com as Panc são conduzidas em Pindamonhangaba, no Polo Regional Vale do Paraíba, onde são realizados os dias de campo e as visitas técnicas. O sistema de produção avalia o desenvolvimento das espécies, a adaptação à região, a ocorrência de pragas e doenças, bem como as áreas para produção de mudas.