Polícia encerra caso Joaquim

Polícia encerra caso Joaquim

Padrasto é indiciado por homicídio triplamente qualificado e deve ter pedida a prisão preventiva

O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Paulo Henrique Martins de Castro, deve entregar ainda nesta sexta-feira, dia 20, ao Ministério Público, o relatório do inquérito que apurou a morte do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos.

Joaquim, que morava com a mãe, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, e o padrasto Guilherme Raymo Longo, no Jardim Independência, despareceu no dia 5 de novembro, uma terça-feira, e o corpo foi encontrado no domingo seguinte, dia 10, no Rio Pardo, no município de Barretos.

Na quinta-feira, o delegado indiciou Guilherme Longo (foto) por homicídio triplamente qualificado - motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e os meios supostamente utilizados para cometer o crime.

Guilherme está preso temporariamente desde o dia 10 de novembro na cadeia de Barretos. Com o indiciamento ele poder ter prisão preventiva decretada. O acusado nega ter cometido o crime.

Natália foi presa no mesmo dia, mas foi posta em liberdade no último dia 11, por um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Nesta sexta-feira ela foi chamada novamente à DIG, onde já prestou vários depoimentos, mas o delegado não confirmou se a ouviria formalmente. Ela não deve ser indiciada pelo crime, por falta de provas que a incrimine.

Durante 45 dias de investigação foram aventadas várias hipóteses para a morte do garoto, incluindo a possibilidade de aplicação excessiva de insulina no menino, que era diabético.

A investigação espera receber laudos de perícia feita dentro da casa onde o garoto morava com a mãe e o padrasto. Guilherme sempre manteve a argumentação de uma terceira pessoa, com possibilidade de sequestro, no local do crime, para alegar inocência.

A versão foi descartada pela polícia em uma reconstituição feita no dia 22 de novembro no local. Por cerca de duas horas o padrasto ficou na casa com policiais e peritos e fez um trajeto de 1.800 metros que ele alega ter feito no dia do desaparecimento, em busca de drogas.

Defesa contesta

O advogado de defesa de Guilherme, Antonio Carlos de Oliveira, afirmou discordar do indiciamento de seu cliente e se prepara para recorrer caso a Justiça acate a denúncia. Para ele, até o momento não se tem indícios de autoria do crime, mas apenas suposições.

“Caso o promotor ofereça a denúncia e o Poder Judiciário venha a receber a denúncia, a defesa imediatamente irá entrar com o habeas corpus no Tribunal de Justiça, visando o trancamento da ação penal”, apontou.

O advogado ainda afirmou que a presunção não pode ser admitida no direito penal. E argumenta que não se te a data exata da morte e nem a sua causa. “Não se têm os meios utilizados que foram praticados nesse crime. Diante disso, a defesa entende que não se tem indícios de autoria”, afirmou.

Revide On-line
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide 

Compartilhar: