Populares tentam invadir delegacia

Populares tentam invadir delegacia

Ele clamaram por justiça pela morte de Joaquim Ponte

Cerca de 200 pessoas protestaram na noite deste domingo, dia 10, em frente à Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde acreditavam estar o padrasto Guilherme Longo, e a mãe, Natália Mingoni Ponte, do garoto Joaquim Marques Pontes, de três anos de idade. Os dois foram presos depois de determinação judicial.

O corpo do menino, que estava desaparecido desde terça-feira, dia 5, foi encontrado no final da manhã deste domingo no Rio Pardo, no município de Barretos. Desde o início da investigação, o padrasto e a mãe passaram a ser os principais suspeitos do desaparecimento. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelas investigações já havia pedido a prisão dos dois, mas a Justiça havia negado.

Em frente à DIG os populares gritaram por justiça e falavam o nome do menino em voz alta, além de chamar de assassinos o padrasto e a mãe do menino, que é psicóloga. Eles também pediam para liberar os dois e que queriam fazer justiça com as próprias mãos.

Por duas vezes os populares entraram na delegacia. Na primeira vez chegaram a arrombar uma porta, na tentativa de encontrar os dois. Em determinado momento uma pessoa saiu em um carro da polícia por um portão lateral, sob gritos dos populares.

Zélia Palmieri, uma das que participavam do protesto repetia a todo momento que era mais um caso Nardoni, em referência à morte de uma menina de sete anos de idade pelo pai e a madrasta, em São Paulo. Mesmo dizendo ser evangélica ela disse que queria colocar as mãos nos dois.

“O Joaquim é um anjinho, isso não pode ficar impune. Eu vi o Joaquim nascer, em São Joaquim da Barra, uma criança linda. Eu quero justiça porque também sou mãe”, disse entre lágrimas. Uma amiga dela chorava compulsivamente ao lado. “Não conheço o Joaquim, mas adoro crianças”, afirmou.

Uma mulher então decidiu fazer uma oração pela alma de Joaquim, em frente à DIG. As pessoas, de mãos dadas, rezaram o Pai Nosso. A mulher também falou aos presentes que o momento era de ajudar a família a sepultar o menino, para depois se pensar em Justiça.

Diante dos protestos, o pai de Joaquim, Artur Paes, que estava na delegacia, foi até à porta principal pedir calma aos presentes, agradecer e informar que Natália e Guilherme não estavam no local, mas apenas ele, prestando depoimento. Foi aplaudido por todos.

"Eu agradeço todas as orações e Deus vai retribuir a toda população de Ribeirão Preto e região o que tem feito por mim. Quero agradecer a todos vocês. Mas, neste momento, eu gostaria de pedir calma a todos que estão aqui para a polícia poder seguir com a investigação", disse Artur.

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Texto: Guto Silveira
Fotos: Divulgação 

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