Portfólio diversificado
Polímeros, aminoácidos e enzimas são alguns subprodutos da cana, com alto valor comercial agregado, que as usinas podem investir em curto prazo
As alternativas para o setor sucroenergético sair da crise em que está mergulhada pode vir do próprio processo de produção do açúcar e do álcool. Subprodutos com alto valor agregado para a indústria química, como polímeros, aminoácidos, enzimas, edulcorantes ou proteínas, podem diversificar o portfólio de produtos do setor usineiro. Esta foi uma das sugestões do pesquisador Octavio Antonio Valsechi, apresentada durante evento realizado pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br), em Sertãozinho.
Entre outros cargos, Octavio é coordenador do Master of Technology Administration (MTA) em Gestão Industrial Sucroenergética e do grupo de Pesquisa em Bioenergia, ambos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Realizada no dia 24 de julho, a palestra “Perspectivas do Setor Sucroenergético na Visão Governamental e Acadêmica” contou ainda com a presença de Cid Jorge Caldas, coordenador geral de Açúcar e Etanol do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
A fabricação de novos produtos, segundo Octavio, também impulsionaria a indústria metalúrgica de base, pois as usinas precisariam de ajustes no processo produtivo e em alguns equipamentos. O pesquisador alerta ainda para a necessidade de uma parceria maior entre a indústria e a área acadêmica. “Temos know-how em pesquisa e na elaboração de projetos bem fundamentados para que o setor consiga captar recursos para a retomada do crescimento”, afirma.
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