Pouca fiscalização
Em meio à protestos e bate boca entre vereadores e manifestantes, CPI do Transporte ouviu diretor e gerente de Transportes da Transerp
Ao término de uma audiência conturbada, o vereador Ricardo Silva (PDT), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que averigua se há, ou não, irregularidades contratuais no transporte público urbano, afirmou que a fiscalização “frouxa” realizada pela Empresa de Trânsito e Transporte Urbano - TRANSERP, facilitou o descumprimento de 15 itens do contrato.
“Está constando que a fiscalização está muito precária. Se não há fiscalização o consórcio PróUrbano fica à vontade para descumprir, como está descumprindo. Como já não é nem suposto, mas um descumprimento já provado”, afirma Ricardo Silva.
O diretor de Transportes da Transerp, José Mauro de Araújo, no entanto, defende que a solicitação dos documentos contábeis é prematura e julga desnecessário realizar qualquer solicitação. “A cláusula 28 é clara. O consórcio tem que manter atualizada toda a documentação contábil e a Traserp vai solicitar isso no momento oportuno, mas não é o momento”, diz Araújo, diretor de Transportes da Transerp.
CPI solicitou o documento conhecido como “Desalavancado”
A planilha contendo o fluxo de caixa da concessionária PróUrbano, solicitada pelo grupo de auditores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), coordenado pelo professor André Lucirton Costa, foi entregue na última quinta-feira, dia 5 de setembro, pela Transerp.
André Lucirton Costa embarcou à trabalho na tarde desta terça-feira para a Angola. Mas, segundo ele, a previsão é de que os estudos realizados pelo grupo retomem na próxima segunda-feira, dia 16.
Sequestro de ônibus
No último final de semana de agosto, motorista e dois passageiros da linha Bonfim – Ribeirão Preto ficaram por duas horas sob o poder de um bandido, que percorreu com as vítimas cerca de 21 quilometros, até chegar ao Jardim Aeroporto, zona Norte da cidade.
Durante a audiência, o vereador Ricardo Silva (PDT) questionou o fato de o desvio de mais de 20 quilometros não ter sido notado pelas empresas. O diretor de Transportes da Transerp, José Mauro de Araújo, afirmou que o desvio foi detectado pelo Centro de Controle de Operações (CCO), no entanto, segundo ele, o que houve foi uma falha do Consórcio PróUrbano.
“Não deveria ser assim. Deveria ter alguém lá e que pudesse ter detectado. Foi uma falha operacional do Consórcio em não acompanhar”, ressaltou o diretor da Transerp.
O portal da Revide entrou em contato com a assessoria de imprensa do Consórcio PróUrbano que alegou não ter existido falha, e que não daria detalhes sobre o sequestro do ônibus.
Revide on-line
Texto: Bruno Silva
Foto: Ibraim Leão