Precaução necessária
A primeira revisão para um carro ou motocicleta zero precisa ser feita com seis meses de uso
Todo veículo precisa de revisões preventivas periódicas para a checagem do estado de manutenção. Na revisão, é feita uma verificação regular e completa de todos os circuitos e as peças, o que permite o correto funcionamento, o bom desempenho e, consequentemente, maior segurança para o motorista do veículo. O cuidado também previne o desgaste das peças, o que poupa tempo, dinheiro e, acima de tudo, problemas. O procedimento de revisão é o mesmo para qualquer tipo de carro: nacional ou importado, novo, seminovo ou usado.
A primeira revisão para um carro ou motocicleta zero precisa ser feita com seis meses de uso e, depois, a cada 10 a 15 mil quilômetros — depende da montadora —, ou a cada seis meses. Segundo Antônio Bertolletti, gerente de pós-vendas da Stecar Automóveis, a Mercedes-Benz adota um padrão de revisões A e B, sendo a segunda mais complexa. “Elas são alternadas a cada oito mil quilômetros rodados. Isso traz o cliente com mais frequência à oficina, evitando qualquer problema no veículo”, diz o gerente. Já as revisões nos automóveis Chrysler devem ocorrer a cada 12 mil quilômetros ou seis meses.
Os principais objetivos do cuidado são liderados por três fatores: segurança, economia e contribuição ao meio ambiente. “Realizando a revisão, o usuário garante que o veículo ofereça total segurança. Isso evita panes em momentos imprevisíveis e também garante a segurança de terceiros”, alega Adriano Luiz Vieira, gerente de pós-vendas da Santa Emília Toyota. “É a melhor forma de manter o veículo valorizado, economizando combustível, poluindo menos e com segurança. Revisão preventiva também é, uma questão de respeito ao próximo e ao meio ambiente”, revela Walfrido Aguiar, gestor do Departamento Técnico e de Peças da Plena Multimarcas, oficina especializada em carros importados.
O serviço leva, em média, um dia para ser feito, o que não atrapalha a rotina do cliente. “A revisão é agendada e oferecemos a facilidade de buscar e levar o veículo onde a pessoa estiver”, frisa Wilson Roberto, gerente de oficina da Zona Sul Motors, loja especializada em automóveis Premium. Os trabalhos realizados incluem, basicamente, alinhamento e balanceamento de rodas, verificação do sistema elétrico, da iluminação e dos filtros, e substituição de óleos. Segundo Walfrido, dependendo do tipo de utilização do veículo, da quilometragem total e da existência de algum tipo modificação estrutural, como blindagem, a revisão pode ser mais específica e cuidadosa.
De acordo com Wilson, é fundamental respeitar a recomendação de quilometragem ou do tempo para as revisões a fim de evitar que o veículo passe por uma revisão corretiva, em que são detectados problemas efetivos. Ele revela que o preço médio de uma revisão preventiva de um carro importado fora da garantia gira em torno de R$ 1 mil, dependendo do tipo de óleo, do filtro e das peças usadas no serviço. “Mas o cliente paga mais caro quando roda além do recomendado e, ao levar o carro na oficina, são constatados vários problemas que encarecem o serviço”, explica o gerente, lembrando que outra atitude comum é o proprietário do veículo se manifestar apenas quando há um problema explícito, o que já consta como revisão corretiva. Para Adriano Luiz, é importante destacar que a revisão preventiva inspeciona os itens criteriosamente, atendendo todas as exigências do fabricante da marca. Ele recomenda que seja feita por um especialista de empresa autorizada, onde o consumidor possa exigir documentos e laudo que garantam qualidade e segurança do serviço realizado.
Cuide do motor
Além das revisões preventivas, o próprio motorista pode fazer sua parte adotando hábitos que ajudam a manter a qualidade e o tempo de uso do veículo. O motor, coração do carro, necessita de atenção especial para melhor durabilidade e rendimento. O primeiro cuidado deve ser em relação ao combustível de qualidade, especialmente no caso de automóveis Premium. “Infelizmente, o Brasil carece de gasolina qualificada. O álcool seria a melhor opção, pois tem a menor variação de mistura, ou a gasolina aditivada. A ideal é a Podium, mas o preço pode ser muito alto. Em Ribeirão Preto, apenas três postos oferecem gasolina Podium. Carros Premium precisam dela”, informa Wilson. Pneus corretamente calibrados também interferem diretamente no desempenho do motor.
Texto: Marina Rezende
Fotos: Julio Sian e divulgação