Preconceito ao exame ainda existe
Segundo orientação da Sociedade Brasileira de Urologia, os exames são necessários a partir dos 50 anos, quando não há histórico familiar do câncer de próstata
Assim como o Outubro Rosa, iniciativa que busca a prevenção do câncer de mama, o movimento Novembro Azul foi criado para alertar a população acerca da doença que atinge a população masculina: o tumor de próstata.
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Para que seja possível descobrir a doença precocemente, e assim aumentar a chance de cura, os exames de rotina – toque e dosagem sanguínea de PSA (antígeno prostático específico – proteína produzida pelas células da glândula da próstata) – devem ser realizados, anualmente.
Contudo, de acordo com Diocésio Andrade, oncologista do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto (InORP), ainda há muito preconceito em ralizar o exame de toque retal. “Este exame é essencial, pois nem todo câncer de próstata tem uma alteração do PSA detectado assim como nem todo PSA alterado representa câncer de próstata”, explica o especialista.
Segundo orientação da Sociedade Brasileira de Urologia, os exames são necessários a partir dos 50 anos, quando não há histórico familiar da doença e, a partir dos 45, quando há casos anteriores na família.
“É uma doença com altíssima chance de cura desde que diagnosticada precocemente e para tal é necessário o exame anual a partir dos 45 anos de idade. Mas temos que criar outras estratégias para tentar driblar este preconceito. Projetos como o Novembro Azul podem ajudar e muito nesta desmistificação”, completa.
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Foto: Divulgação
* Publicado em 05/11/2014