Professores voltam a questionar Prefeitura
Eles defendem a contratação de professores concursados, contra os emergenciais
Cerca de 20 professores se reuniram na manhã desta sexta-feira, dia 24, na porta do Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura de Ribeirão Preto, para pedir que a administração Municipal apresentasse a eles o documento que a Secretaria da Educação protocolou na Vara da Infância e Juventude, no dia anterior. O documento é em resposta a uma liminar do juiz Paulo César Gentile.
O representante da Associação dos Profissionais de Ensino de Ribeirão Preto (Aproferp) Leonardo Freitas Sacramento disse que a Prefeitura desrespeitou uma comissão formada também por professores. “Eles (Prefeitura) marcaram uma reunião para terça-feira, adiou para quarta e, depois, para quinta-feira. E ainda tentaram mudar para segunda-feira. Entendemos que a comissão está desfeita, porque nem sabe o teor do documento”, disse.
Desde dezembro, professores concursados protestam contra o número de professores emergenciais, que consideram excessivo. A Prefeitura tentou aprovar lei que permitisse a prorrogação, mas protestos realizados na Câmara levou o Executivo a retirar o projeto de pauta. O governo alega que não pode contratar mais efetivos em função de ter ultrapassado o limite prudencial de gastos com servidores estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Segundo Leonardo Sacramento, a situação mais crítica da educação está no ensino infantil onde faltaria cerca de 500 professores. “O que a Prefeitura deve fazer é demitir os comissionados e contratar professores efetivos”, afirmou. O professor também promete mais mobilização na próxima semana com uma assembleia para discutir a possível superlotação de salas de aula e a possibilidade de uma greve.
Informações
Por meio de nota da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), a Prefeitura informou que uma comissão formada por 3 pessoas foram recebidos pelos secretários Osvaldo Ceoldo (Governo) e Layr Luchesi Júnior (Casa Civil) e receberam as informações. “Eles não aguardaram a resposta da Administração quanto aos documentos. Os documentos foram protocolados junto à Vara da Infância e Juventude e podem ser obtidas cópias junto a Justiça”, registra a nota.
“Entre as medidas apresentadas pela Secretaria da Educação [à Justiça] estão a contratação de 71 professores efetivos que vão ocupar os cargos vagos na Secretaria da Educação. Desde outubro a prefeitura já convocou 254 professores efetivos para a rede. A administração também está chamando outros 298 professores emergenciais aprovados em processo seletivo . As medidas atendem as determinações da liminar judicial e da Lei de Responsabilidade Fiscal”, aponta a nota
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Divulgação