Protesto de servidores em greve
Servidores da saúde fizeram manifestação em frente ao Palácio Rio Branco
Servidores de nível técnico da rede municipal de saúde, em greve desde segunda-feira, dia 3, fizeram um protesto na tarde desta terça-feira, dia 4, em frente ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura. Eles reivindicam cumprimento de acordo de redução de jornada de 40 para 30 horas semanais.
A Prefeitura, que argumenta não ter como fazer novas contratações neste momento, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), disse por nota à imprensa que a paralisação atinge apenas 20% dos servidores (veja abaixo). Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais, apenas 30% estão trabalhando, para cumprir a legislação.
O protesto dos servidores contou com a participação de grupos que reivindicam a construção de moradias populares. Eles alegam ter uma conseguido uma área do governo federal para a construção, mas que está em área industrial. Por isso reivindicam a troca.
Com o protesto, os servidores decidiram pela manutenção da greve e marcaram assembleia para esta quinta-feira, dia 6, com passeata em seguida até a Câmara Municipal, para pedir apoio dos vereadores. A Prefeitura tentou evitar a greve com uma ação judicial, mas não obteve liminar em primeira instância e entrou com agravo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Pouca adesão
Em nota à imprensa, a Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura apontou que há pouca adesão ao movimento e acusou grevistas de colocarem obstáculo ao atendimento de pacientes. Veja a íntegra da nota:
“A Secretaria da Saúde avaliou que a adesão à greve deflagrada por profissionais de nível técnico continua em torno de 20%, do quadro geral desses servidores. No entanto percebe-se que, durante as passagens dos sindicalistas pelas unidades de saúde está havendo fechamento de portas, intimidação aos pacientes com consultas e exames agendados para que eles não entrem nas unidades.
A Secretaria da Saúde está fazendo um relatório com todas essas situações para tomar as medidas administrativas necessárias. Houve inclusive recusa para realização do teste do pezinho e vacinas programadas que deixaram de ser realizadas, descumprindo assim o cronograma de serviços essenciais inadiáveis, conforme relação de prioridades comunicadas ao Sindicato dos Servidores antes da greve.
Em uma das unidades de saúde os grevistas colocaram uma mesa e uma maca na porta da unidade, impedindo a entrada dos pacientes. Os médicos estavam prontos para trabalhar normalmente, mas os grevistas fizeram “uma triagem por conta própria” e só permitiram a entrada de alguns pacientes.
A atitude de colocar barreiras ou de oferecer obstáculo ao acesso das pessoas às unidades de saúde caracteriza abuso do direito de greve, uma vez que os demais profissionais estão em rotina normal de trabalho”.
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Ibraim Leão