Psicóloga analisa mãe e padrasto
Informação é o advogado Alexandre Durante, que representa o pai do menino; delegado nega entrevista
A mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos, Natália Ponte e o padrasto dele, Guilherme Longo, acusados da morte do garoto, teriam conversado com uma psicóloga, na tarde desta quarta-feira, dia 27. A informação é do advogado do pai de Joaquim, Arthur Paes, Alexandre Durante.
Ele disse não ter visto a psicóloga falando com os dois, mas com o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelo caso. O delegado nega e disse que apenas ele conversou com a psicóloga para ter conhecimento de assuntos que não domina, para seguir com as investigações.
Segundo Alexandre Durante, a psicóloga teria falado com os dois separadamente, com o intuito de traçar um perfil do casal, que está preso desde o último dia 10. Guilherme Longo em Barretos e Natália Ponte, em Franca. “O objetivo foi traçar um perfil psicológico dos dois”, disse.
Ele afirmou, no entanto, não ter visto a conversa. Apenas viu que Guilherme e Natália estavam no prédio da DIG, em salas separadas. E comentou que a entrevista com a psicóloga é importante principalmente porque Natália também é psicóloga e tem “conhecimento técnico do comportamento humano”.
“Já Guilherme tem se mostrado irredutível em sua versão [de inocência]”, apontou o advogado. Mas ele informou ter notado que o padrasto de Joaquim está bem abatido, mas que continua a demonstrar racionalidade.
Depoimentos
O delegado Martins de Castro assegurou, em uma entrevista ao programa Rota da Verdade, da rádio Clube, que a psicóloga conversou apenas com ele. Mas Guilherme passou praticamente o dia todo na DIG e Natália foi trazida de Franca no final da tarde. Nenhum dos dois prestou depoimento nesta quarta-feira. O depoimento de Guilherme estava previsto, mas não foi tomado. O delegado não explicou os motivos.
Pela manhã, o delegado ouviu o depoimento de uma irmã de Guilherme. De acordo com Alexandre Durante, as informações seriam para ajudar no perfil psicológico do acusado.
Na tarde desta quinta-feira, o delegado Martins de Castro deve ouvir quatro policiais militares, dois deles foram os primeiros a falar com Guilherme e Natália na manhã do dia 5 de novembro, quando o desaparecimento foi noticiado.
Os dois PMs teriam gravado, sem que o casal percebesse, com um telefone celular, a conversa dos dois. O delegado disse não ter tido acesso ao áudio e, como foi gravado sem autorização, não pode ser usado como prova, mas poderá ajudar na elucidação do crime.
Revide Online
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide