PV confirma expulsão de Marcos Papa

PV confirma expulsão de Marcos Papa

Vereador recebeu notificação oficial do indeferimento de seu recurso

O vereador Marcos Papa foi comunicado oficialmente, nesta terça-feira, dia 18, que seu recurso à executiva estadual do PV, contra sua  expulsão do partido, feita pela comissão provisória municipal foi indeferido. Com isso, a expulsão foi confirmada e o vereador ainda pode recorrer à executiva nacional.

“Recebi a comunicação oficial hoje (terça-feira), mas ainda não sei se vou recorrer à executiva nacional. Minha assessoria ainda avalia esta hipótese. Como tudo está parecendo um jogo de cartas marcadas, é pouco provável que eu entre com novo recurso”, disse o vereador.

Papa foi expulso no dia 13 de junho do ano passado, acusado de infidelidade partidária, por participar da fundação do Rede Sustentbilidade, liderado pela ex-senadora Marina Silva. Ele garante que assim que o Rede for oficializado, se filiará a ele.

O novo partido ainda não tem registro definitivo porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não validou todas as assinaturas de apoio apresentadas. Com isso, dentro do prazo que permite disputar a eleição, Marina Silva filiou-se ao PSB.

O vereador foi ainda acusado de não colaborar financeiramente com o partido, como prevê o estatuto da legenda. Também deveria, de acordo com o partido, nomear 30% de seus assessores na Câmara Municipal de pessoas filiadas ao partido, que também colaborariam financeiramente.

A expulsão, no entanto, foi por infidelidade partidária. O presidente da Comissão Provisória, Maurício Balieiro Lodi, disse na ocasião que achou estranho Papa ter se elegido pelo PV e em seguida demonstrar interesse por outro partido. “Parece que estava de caso pensado”, disse.

Marcos Papa disse não se considerar infiel ao partido, porque carrega em seu mandato as bandeiras partidárias. E assegura que sempre manteve o PV informado de sua pretensão de se transferir para o Rede assim que ele for oficializado.

O partido assegurou que não pedirá o mandato do vereador na Justiça, já que o mandato pertence à legenda. Papa, no entanto, não está seguro com relação a isto. “Pode ser que peçam sim, porque o primeiro suplente do PV, Edmur Manfrin, foi um dos que votou pela expulsão”, afirmou.

Revide On-line
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide

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