Queda na inflação

Queda na inflação

O resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de fevereiro/2012 apresentou a primeira queda no ano de -0,390%

A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), apresentou o resultado do IPC – Índice de Preços ao Consumidor referente ao mês de fevereiro/2012 com queda na inflação de -0,390% para Ribeirão Preto, registrando deflação e queda no custo de vida em relação ao mês de janeiro/2012.

O mês de fevereiro apresentou a primeira queda do ano, o grupo alimentação foi o que mais contribuiu com a deflação. O destaque neste grupo foi à contração de preços da carne bovina. Dentre as altas que amenizaram a baixa do indicador destaca-se a elevação de preços do arroz, feijão e de produtos in natura. 

Outro grupo a contribuir com a queda do índice foi transporte, com destaque para a gasolina e para o álcool combustível, embora nesse grupo tenha ocorrido alta de automóvel novo. Em habitação, houve leve alta do item aluguel. Em vestuário, ocorreu nova baixa de calçados e roupas.

A percepção no início de março/2012 para os preços dos alimentos é de leve aceleração, com resultado modesto de alta na primeira semana (0,013pp na primeira semana de março/2012, contra -0,103pp na primeira semana de fevereiro/2012). Com o reajuste dos preços dos combustíveis, o grupo transporte deverá exercer maior influência no resultado da inflação do mês de março/2012, que deverá se posicionar no intervalo de 0,2% a 0,4%.

As maiores pressões de reajustes em 2012 deverão vir dos preços dos serviços, visto que, o panorama de queda dos juros internos e a elevação do salário mínimo deverão imprimir maior força ao crédito e a demanda, o que poderá significar maiores pressões de custos para as empresas. Esse panorama deverá se aprofundar a partir do terceiro trimestre.

Pesquisa
O objetivo da pesquisa é obter maiores informações do índice de inflação na cidade, e a partir dos dados revelados os consumidores e empresários podem elaborar métodos de atuação no mercado.

O índice mensal, calculado através da variação dos preços dos principais setores da economia, de acordo com pesos específicos para cada item da cesta de bens, demonstrou que alimentação e transporte registraram quedas significativas, com variações de -0517% e -0,783%, e contribuições respectivas de -0,169pp e -0,174pp. Vestuário e saúde obtiveram variações negativas de -1,026% e -0,708%, com contribuições respectivas de -0,058pp e -0,046pp. Habitação registrou variação de 0,83% e contribuição positiva de 0,020pp.

Despesas pessoais e educação tiveram resultados modestos no índice final com contribuições próximas de zero. No grupo alimentação destaque para o maracujá, sexta maior alta do mês, com variação de 23,734% e contribuição no índice final de 0,024pp. No total, o grupo frutas obteve variação de 4,223% e contribuição no índice final de 0,090pp. A variação final de produtos in natura foi de 2,291% com contribuição final no índice de 0,099pp.

No total, produtos de elaboração primária obtiveram variação de -3,321% e contribuição no índice final de -0,336pp.  Já os produtos industrializados variaram  -0,028% e contribuiram no resultado geral do índice com -0,005pp. Em produtos semi-elaborados, os destaques foram, o feijão, terceira maior alta no mês, com variação de 8,241% e contribuição no índice final de 0,048pp; e o arroz, oitava maior alta no mês com variação de 1,894% e contribuição no índice final de 0,021pp.

De forma geral, produtos semi-elaborados foram responsáveis pela variação total de 3,780% e contribuição final no índice de 0,073pp.

O panorama conjuntural se mostrou propício para a desaceleração do indicador, o que favoreceu a queda dos preços da carne bovina devido à contração da demanda de início de ano, e a continuidade da queda dos preços dos combustíveis, fato atípico para um período de entressafra da cana de açúcar.As exceções foram para as elevações de preços do feijão e do arroz, o primeiro pela quebra da primeira safra e o segundo por questões logísticas.

A elevação dos preços dos automóveis novos reflete em parte a mudança de ano de fabricação dos veículos, o que confere leve alta na evolução dos preços e os fins das promoções de virada de ano.

O aluguel registrou nova contribuição positiva, após alta mais acentuada em dezembro/2011 e leve queda em janeiro/2012. Nesse mercado, o aquecimento no início de ano é considerado normal, visto que, existe maior demanda o que se reflete nos preços.


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