Queda na mortalidade infantil
Acesso aos serviços de saúde, empenho nos programas de saúde a crianças e gestantes são alguns dos fatores que ajudaram na queda da mortalidade infantil
Ribeirão Preto registrou queda na mortalidade infantil, segundo dados da Secretaria da Saúde do município e da Divisão de Vigilância Epidemiológica divulgados no final de agosto. O índice de “nascidos mortos” apontou um declínio de 26,5% num comparativo de 10 anos.
O resultado que implicou na queda revela que em 2010 houve um registro de 77 óbitos em crianças menores de um ano, indicando um coeficiente de 9,4% na mortalidade infantil. Estes números revelam que, de cada 1000 crianças “nascidas vivas”, 9,47 foi o número registrado de mortes. No ano 2000, esse registro foi de 108 óbitos em menores de um ano para cada 1000 nascidos, ou seja, um coeficiente de 12,9% no município.
De acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Dra. Ana Alice Castro e Silva, muitos foram os fatores que contribuíram para a redução no índice de mortalidade infantil em Ribeirão Preto.
“O acesso aos serviços de saúde, o empenho nos programas de saúde a criança e a gestante, entre outros fatores ajudaram na queda da mortalidade infantil no município, pois gestantes e menores de um ano sempre foram prioridade na assistência à saúde”, explica.
A queda na mortalidade infantil pode ser explicada por elementos voltados à melhoria na saúde pública. O acesso às maternidades está mais fácil às gestantes, além da ampliação das unidades de saúde e a realização de programas para evitar a gravidez na adolescência. “Em Ribeirão, todas as gestantes são acompanhadas aos serviços”, informa a Dra. Ana Alice. “Temos que manter e avançar todo esse trabalho de assistência à gestante e ao bebê”.
Para a chefe de Divisão da Vigilância Epidemiológica, a interação das UBDS com as maternidades, atenção prioritária ao recém-nascido com problema, capacitação de pediatras e ginecologistas, acompanhamento prévio das gestantes e o estímulo à amamentação são grades que favorecem tanto a melhoria da saúde pública quanto na redução da mortalidade infantil.
A região de Barretos registrou 8,1 óbitos para cada 1000 crianças “nascidas vivas”, apresentando a maior queda de mortalidade infantil no estado de São Paulo. A região de Franca aparece em terceiro no ranking, com 11,1%.
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Texto: Fernando Belezine (colaborador)
Fotos: Divulgação