Queda nas vendas

Queda nas vendas

A pesquisa realizada pelo Sincovarp também registrou queda de - 0,69% nos postos de trabalho durante o mês de maio

Pela primeira vez em 2011, as vendas do comércio varejista de Ribeirão Preto registram uma queda significativa para o setor. Apesar das vendas realizadas em comemoração ao dias das mães, o índice de maio caiu -1,24% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Entre as empresas entrevistadas 45,7% revelaram que as vendas de maio de 2010 foram melhores do que as de maio de 2011, enquanto 39,1% declararam o contrário e 15,2% disseram que as vendas foram equivalentes.

Entre os setores pesquisados, cinco apresentaram resultados negativos, sendo a queda no setor de móveis a maior, registrando - 7,56% em relação ao ano anterior, em seguida vieram calçados -5,50%, livraria e papelaria, que tiveram uma queda de - 3,46%, eletrodomésticos com - 2,68% e presentes com - 5,50. Os quatro setores que registraram saldos positivos foram tecidos e enxovais com alta de 4,23%, ótica com + 4,08%, vestuário com +0,50% e cine/foto com + 0,31%.

A pesquisa realizada pelo Sincovarp também registrou queda de - 0,69% nos postos de trabalho durante o mês de maio. Entre as empresas entrevistadas cerca de 97,7% informaram ter mantido o número de funcionários, em 2,2% houve demissões e 2,1% declaram ter contratado nesse período.

Para alguns economistas, os reflexos das medidas restritivas adotadas pelo governo no final do ano passado, influenciaram para que houvesse o primeiro mês de retração nas vendas do comércio de Ribeirão Preto neste ano. O economista Sérgio Nalini revela que essas medidas podem colaborar com esses resultados, porém não é a única razão. "Medidas restritivas nessa hora podem não ser a razão única do recuo do consumo, mas acabam por colaborar. Realmente o crédito está mais caro, mas,o consumidor age mais por impulso de aquisição do que por análise de custo creditício, claro que falamos em regra geral e da grande massa aquisidora, hoje emergente e numa visão histórica estreante no mercado".

Para o economista Marcelo Bosi Rodrigues, que realiza mensalmente a pesquisa Movimento do Comércio, essa queda não é motivo para grandes preocupações entre os trabalhadores do setor. "Apesar dos resultados, não há motivos para grandes preocupações, pois o parâmetro de comparação é o ano de 2010, quando as vendas foram bastante elevadas. Para os próximos meses a expectativa ainda é de crescimento, porém com taxas reduzidas", afirma.

O economista Sérgio Nalini ressalta que o comércio vive de datas comemorativas, e os trabalhadores desse setor devem ficar atentos aos resultados da pesquisa. "Um recuo isolado não é fator de desespero, mas "preocupação" é uma necessidade, a preocupação que leva ao planejamento e não às falsas crises. Sem contar que tem segmentos que sofrem mais outros menos, pela possibilidade de substituição ou não do produto a ser consumidor", conclui.

 

*Matéria publicada em 22/06/2011

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