Quem são eles?
Conheça os candidatos à Prefeitura de Ribeirão Preto com entrevistas realizadas pela Revide
Texto: Marina Aranha e Paulo Apolinário
A pandemia do novo coronavírus alterou o calendário eleitoral em todo o país, mas as eleições que definirão o novo prefeito, ou prefeita, de Ribeirão Preto seguem mantidas para 2020. A mudança da data — o pleito ocorre, neste ano, em 15 de novembro — acarretou na alteração do calendário de campanha dos candidatos e candidatas, que, também pelo isolamento social, precisam de criatividade na divulgação do trabalho e das propostas de governo para o município.
Para oferecer mais informação aos leitores e internautas, a Revide entrevistou, via e-mail, todos os 11 candidatos à Prefeitura de Ribeirão Preto. Neste ano, são nove homens e duas mulheres que estão na disputa pelo cargo de chefe do Executivo.
As entrevistas estão sendo publicadas na íntegra no Portal Revide desde o dia 12 de outubro, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, e podem ser acessadas por www.revide.com.br. Para esta edição da revista Revide digital, o material enviado pelos candidatos ao Portal foi destacado em quatro perguntas, que tratam de temas-chave à administração municipal: orçamento, educação, saúde e funcionalismo público. A todos os candidatos — inclusive aqueles que possuem alguma pendência judicial ainda passível de recurso — foi reservado o espaço de duas páginas, com as mesmas quatro perguntas feitas a todos.
Os candidatos
A publicação das entrevistas segue a ordem alfabética dos nomes dos candidatos. O primeiro entrevistado é o candidato do PT, Antônio Alberto Machado, seguido do candidato do PSDB, Antônio Duarte Nogueira. Em seguida, aparecem Cristiane Bezerra (MDB), Emilson Roveri (Rede), Fernando Chiarelli (Patriota), Gérsio Baptista (PMN), Luís Henrique Usai (PRTB), Mauro Inácio (PSOL), Rodrigo Junqueira (PSL), Suely Vilela (PSB) e Vanderley Caixe Filho (PCdoB).
As candidaturas
Três postulantes à Prefeitura de Ribeirão Preto ainda enfrentam obstáculos judiciais para a candidatura: Fernando Chiarelli, Gérsio Baptista e Rodrigo Junqueira.
No caso de Chiarelli, a candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral no domingo, 25 de outubro. Segundo a decisão, Chiarelli não pagou uma multa por conta de uma condenação da própria Justiça Eleitoral e, portanto, está com os direitos políticos suspensos. A assessoria do candidato informou que o departamento jurídico da campanha acompanha a situação, afirmando que a multa já foi paga e que a candidatura deve ser validada. Até o fechamento desta edição, ela continuava indeferida.
Gérsio Baptista teve a candidatura impugnada pois, segundo a Justiça Eleitoral, a prestação de contas referente às eleições de 2018 — quando disputou o cargo de deputado federal e teve a candidatura barrada — ainda não foi julgada. Procurado, o Gérsio Baptista informou que entraria com recurso contra a decisão. Até o fechamento da reportagem, a candidatura seguia impugnada
Já a impugnação de Rodrigo Junqueira segue uma série de decisões desfavoráveis ao candidato. Segundo o site DivulgaCand, plataforma oficial do Tribunal Superior Eleitoral, a candidatura foi barrada por “indeferimento de partido ou coligação” e “partido inválido”. Isso ocorre porque o PSL lançou, oficialmente, Capitão Del Vecchio como candidato a vice-prefeito na chapa com o MDB. A indicação provocou com racha no partido.
Em 12 de outubro, a defesa de Rodrigo Junqueira recorreu da decisão judicial que declarou irregular a convenção que o nomeou como candidato. Até o fechamento desta edição, a candidatura seguia impugnada.
Vanderley Caixe Filho, que havia tido o pedido de registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, regularizou a situação. Segundo o magistrado, Vanderley não havia entregue todos os documentos exigidos pela legislação para que o cadastro da candidatura fosse concluído — faltava a certidão estadual de 1º grau para fins eleitorais. O documento foi entregue em 23 de outubro e, no dia 26, o juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira deferiu a candidatura.
Antônio Alberto Machado
Nascido em Bebedouro, Antônio Alberto Machado tem 62 anos, é advogado e professor da faculdade de direito da Unesp em Franca, mestre e doutor pela PUC de São Paulo. No Ministério Público, atuou como promotor de Habitação, Urbanismo e Cidadania em Ribeirão Preto. Também foi membro da Comissão de Altos Estudos para a Reforma do Judiciário, do Ministério da Justiça, no governo Dilma Rousseff (PT). Filiado ao PT desde 2017, enfrentará a primeira eleição partidária, ao lado da vice Elsa de Paula Rossi (PT), professora municipal e ex-secretária da Educação.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
É preciso otimizar a arrecadação e economizar nas despesas. Nossa proposta é instituir o Cadastro Territorial Multifinalitário, por camadas de georreferenciamento, o que aumentará de imediato a receita dos dois tributos municipais mais importantes, o IPTU e o ITBI, sem revisão da planta de valores, sem aumento de alíquotas ou da base de cálculo. Esse cadastro permite ainda a racionalização e economia dos gastos. Vamos gastar menos e arrecadar mais.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
A nossa prioridade é expandir a rede da educação infantil de zero a três anos. Vamos ampliar o número de vagas de maneira planejada, de modo que não haja perda de qualidade, até atingir a universalização, sem nenhuma criança fora da escola. Para as idades entre quatro e nove anos, vamos ampliar o tempo de permanência nas EMEIs, progressivamente, até alcançarmos o período integral para essa faixa de idade. Educação infantil será prioridade absoluta em nosso governo.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
O modelo em que acreditamos é centrado na Atenção Primária (APS), regente de toda uma rede de serviços de saúde de diferentes densidades tecnológicas, articulados em um sistema integrado. Assim, além da ampliação da rede de atendimento e melhoria contínua de sua infraestrutura, será necessária a ampliação e consolidação da Equipe de Saúde da Família (ESF), com atuação em todos os distritos de saúde do município e ênfase na prevenção, acompanhamento e vigilância epidemiológica. Essencial o acolhimento e assistência à demanda espontânea, incluindo as urgências e emergências na APS; indicação, prescrição e realização de procedimentos terapêuticos e diagnósticos em APS; atenção às necessidades individuais e coletivas; vigilância em Saúde; assistência domiciliar; consultórios de rua; assistência em Saúde Bucal; práticas integrativas e complementares.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
O nosso programa tem por objetivo prestar um serviço público de qualidade. Não se consegue esse objetivo sem a valorização, a capacitação e o estímulo ao servidor público. Para isso, três coisas são indispensáveis: 1. Remuneração justa ou condizente; 2. Plano de carreira; 3. Certeza de uma aposentadoria digna. Se quisermos prestar bons serviços à população, temos, sim, de pôr essas questões em pauta.
Antônio Duarte Nogueira
Antônio Duarte Nogueira Júnior tem 56 anos e é natural de Ribeirão Preto. Formado em Engenharia Agronômica, Nogueira foi eleito deputado estadual em 1994, 1998 e 2002. Ocupou o cargo de deputado federal por três vezes, em 2006, 2010 e 2014. No governo do Estado de São Paulo, atuou como secretário de Habitação, secretário de Agricultura e Abastecimento e secretário de Logística e Transportes. Em 2016, foi eleito prefeito de Ribeirão Preto. Para compor a chapa como vice-prefeito, o escolhido foi o advogado Daniel Marques Gobbi (PP).
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Desde o início desta gestão, o principal esforço foi feito no sentido de proporcionar equilíbrio fiscal. Fomos bem-sucedidos até agora. Ao final de 2019, tivemos uma redução de R$ 111 milhões na dívida fundada, pagamos todos os fornecedores que estavam em atraso, e a nossa dívida corrente, flutuante, de curto prazo, que era de aproximadamente R$ 334 milhões, foi quitada em janeiro de 2020. Para 2021, temos que manter a atitude. Como sempre falo, o trabalho não pode parar.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Realizamos muitas melhorias e, desta forma, aumentamos o número de vagas em creches municipais. Reformamos unidades escolares, entregamos três novas escolas de Educação Infantil e mais 12 estão sendo construídas, em bairros de maior crescimento populacional e, assim, vamos ofertar 5,2 mil vagas na Educação Infantil e 1,2 mil no Ensino Fundamental, totalizando 6,4 mil vagas. Nossa meta é atingir a universalização e indicadores previstos no Plano Nacional de Educação.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Nestes últimos anos, tivemos um volume expressivo de aposentadorias de servidores deste segmento, o que dificultou o aumento das equipes de saúde da família. Diferente do atendimento de urgência, que pode ser aumentado com quadros temporários, as equipes de saúde da família exigem profissionais dedicados e constantes, como sempre tivemos. Em nosso plano de governo, o aumento do número de equipes é prioridade e implantaremos este crescimento com contratação e reorganização no nosso quadro de servidores.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
Quando assumimos a Prefeitura, em 2017, encontramos uma dívida de mais de R$ 1 bilhão. Além de dois salários e meio atrasados, tínhamos apenas 18 meses para pagar R$ 278 milhões dos 28,35% referente ao Plano Collor. A última parcela pagaremos em dezembro de 2020. Repusemos, em 2017, os valores para recompor o prêmio incentivo, retirado por decisão judicial e, mais importante, apesar de todas as dificuldades mantivemos os salários em dia, pagamos a metade do 13º salário antes da metade deste ano, sempre mantivemos o diálogo com o sindicato e, assim que for possível, iniciaremos a reposição salarial destes períodos.
Cristiane Bezerra
Cristiane Framartino Bezerra tem 52 anos e é natural de Santa Rita do Passa Quatro. Graduada em História pelo Centro Universitário Barão de Mauá, já atuou como professora e escritora. Cris Bezerra já foi secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Cultura, além de assessora parlamentar e chefe de gabinete na Câmara dos Vereadores. Ela também foi responsável por comandar o setor administrativo da Fundação Instituto do Livro de Ribeirão Preto. O candidato a vice-prefeito na chapa será o capitão da Polícia Militar, Edilson Del Vecchio Filho, o Capitão Del Vecchio (PSL).
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas a senhora pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Gerir as finanças públicas municipais com muita responsabilidade e criatividade, procurando fazer o máximo de economia possível, sem comprometer aspectos básicos dos serviços e ações de políticas públicas, buscando o apoio junto à iniciativa privada e aos governos federal e estadual. Com eficiência e transparência no gerenciamento dos recursos.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos da senhora para reduzir essa fila?
Vivo de perto a situação das pessoas mais necessitadas de Ribeirão Preto. Pode ter certeza de que esse assunto será tratado como prioridade no meu governo. Ampliaremos a rede, já que os recursos para a Educação são garantidos no orçamento, e ampliaremos as parcerias com o terceiro setor e até mesmo com a iniciativa privada, procurando atender o mais rapidamente possível essa fila, já que educação infantil é, antes de tudo, direito da criança.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas da senhora para ampliar esse atendimento?
Primeiro, dar o enfoque de medida preventiva para o Programa Saúde da Família, por meio de ações na comunidade e em domicílio; ampliar equipes e focar na redução dos índices de doença na cidade. Acreditamos que investir socialmente na população e nas estratégias de prevenção e cuidados essenciais à saúde da família trará efeitos positivos na redução de atendidos na rede pública de saúde como um todo.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
O diálogo com os servidores estará sempre na pauta, não pretendemos nos furtar a ele. E, na mesa de negociações, sempre defenderemos de forma clara e transparente as condições e o interesse público da população em primeiro lugar, sem negligenciar a remuneração digna e adequada dos servidores. Além de tudo, cobraremos, também, por contrapartida, produtividade, resolutividade e acolhimento cordial e adequado a todos os munícipes, com o mínimo de burocracia e o máximo de celeridade possíveis. Garantiremos conquistas e incentivos aos servidores, com a reparação gradativa, dentro da gestão, das perdas sofridas!
Emilson Roveri
Nascido em Ribeirão Preto, Emilson Antônio Martinez Roveri, de 59 anos, é professor e engenheiro de produção. Nos anos 1980, atuou na política estudantil, quando foi vice-presidente do Centro Acadêmico Armando de Sales Oliveira (CAASO), na USP de São Carlos. O candidato já disputou a eleição à Prefeitura em 2012, ficando na quinta posição, com 5 mil votos válidos. A chapa "Ribeirão Moderna, Mais Alegre e Menos Desigual" conta com o advogado Luiz Henrique Mariano (Rede) como vice.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Em 2019, 95% da receita corrente estava comprometida com gastos correntes. Além de sobrar pouco para investir, falta transparência. Esses problemas não são recentes, vêm desde o mandato de Dárcy Vera e não foram enfrentados na atual gestão. Precisamos diversificar e ampliar receitas, públicas e privadas, melhorar a gestão de resultados e aliar planejamento orçamentário com desenvolvimento. A moeda digital REB faz isso: uma política social direcionada à manutenção da economia local, ampliação do consumo e sustentação das receitas municipais por meio do efeito multiplicador.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Não há remédio milagroso para essa questão. Se faltam vagas, precisamos criá-las. Se houver possibilidade de construir novas unidades, assim será feito. Se não houver aporte de recursos, então buscaremos parcerias público-privadas para que as vagas surjam. As creches deverão atender às reais demandas do município, não apenas em número de vagas, mas principalmente em qualidade. A socialização das crianças depende disso também. Além disso, os pais precisam de tranquilidade para poder trabalhar, por isso confiança no local e nas pessoas que ali estão trabalhando é essencial.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Realizaremos um levantamento e recadastramento das equipes de Saúde da Família para verificar a deficiência de atendimento em todas as regiões e, assim, poder melhor geri-las. Melhorar a gestão das equipes proporcionando a participação ativa dos profissionais médicos, enfermeiros e auxiliares para sanar as dificuldades hoje existentes. Este trabalho também será levado ao atendimento odontológico.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
Independente do Sindicato, a minha gestão será pautada pelo respeito ao servidor. Faz três anos que o salário dos funcionários municipais não é atualizado. O que faz a máquina andar são os que, diariamente, enfrentam um sistema sem modernização adequada, sem inovação e sem condições de trabalho digno. Precisam ser valorizados! As condições financeiras do município serão consideradas para que a valorização aconteça. Estudaremos minuciosamente tudo o que estiver ao nosso alcance neste intuito. Um servidor respeitado abre caminhos para uma cidade moderna, mais alegre e menos desigual.
Fernando Chiarelli
Fernando Chiarelli nasceu em Ribeirão Preto e foi professor de literatura e inglês. Com 63 anos, já foi vereador em Ribeirão Preto entre 1993 e 1995, além de ocupar o cargo de deputado federal entre 2009 e 2011. Chiarelli já tentou a vaga de prefeito em duas ocasiões, em 2004 e 2012, ficando na quarta posição em ambas. Como vice, Chiarelli terá o companheiro de partido Valter Vanzo Júnior, sargento aposentado da Polícia Militar. A candidatura de Chiarelli, contudo, foi indeferida pela Justiça Eleitoral. Segundo a decisão, o candidato não pagou uma multa por conta de condenação anterior. A assessoria de Chiarelli informou que o departamento jurídico da campanha acompanha a situação, afirmando que a multa já foi paga e a candidatura deve ser validada.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Como as contas municipais se estimavam um déficit?! A quem a Prefeitura paga, e de quem recebe? Como se calcula esse déficit? Qual tabela e métodos utilizados, sabendo-se tratar de um orçamento milionário? Então, a primeira medida a ser tomada será encontrar as origens do déficit, visando ao receituário necessário, visando aos investimentos, se for o caso.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Simples: basta construir as creches necessárias, que por sinal faz parte do projeto educacional do governo Chiarelli. Neste momento em que passa o país, não é de bom alvitre que se baixe o espírito construtivo de JK, e sim que se socorra os excluídos da cidade. No centro da cidade, onde em escancarada renúncia fiscal, a Prefeitura comprou enorme prédio da Caixa, será creche das crianças cujas mamães trabalham no centro.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
A proposta é aplicar o dinheiro do orçamento no cuidados dos vovozinhos e vovozinhas e que cada Unidade de Saúde tenha as mesmas aparelhagens que existem nos consultórios particulares. Verba, servidores e estrutura existem, falta gestão.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
Funcionalismo público é a pupila dos olhos do Chiarelli. Serão os gestores da cidade e dos seus quadros sairá o secretariado especializado. Os servidores públicos serão os braços, as pernas e o coração do governo Chiarelli.
Gérsio Baptista 
Gérsio Baptista, de 64 anos, é nascido em Araraquara e se mudou há cinco anos para Ribeirão Preto. Durante 17 anos, atuou como ferroviário no interior e no litoral de São Paulo. Atualmente, o candidato mantém um escritório de consultoria com foco em negócios. O candidato a vice-prefeito na chapa será o engenheiro Marcos Silveira (PMN). Essa será a segunda eleição de Baptista. Em 2018, ele se candidatou para o cargo de deputado federal, mas teve a candidatura impugnada. A mais recente atualização do Tribunal Superior Eleitoral, de quarta-feira, 21 de outubro, mostra que a candidatura de Baptista à Prefeitura foi impugnada. Segundo decisão, do juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira, da 108ª Zona Eleitoral de Ribeirão Preto, a candidatura de Baptista foi impugnada porque a prestação de contas nas eleições de 2018 ainda não foi julgada. Procurado, o candidato afirmou que recorreria.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Pretendo rever os contratos e os gastos da Prefeitura. Concomitante, rever as políticas de incentivo ao empreendedorismo e formas de atratividade de negócios para geração de trabalho, emprego e renda em nossa cidade. Tendo como foco negócios que orbitam setores como agronegócio, saúde e biotecnologia, construção civil, máquinas e equipamentos, tecnologia da informação.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
As creches são fundamentais para a saúde e a segurança das famílias. A família é o nosso alicerce e não mediremos esforços para aumentar o número de creches, afinal, creches, escolas e entidades sociais demandam serviços e produtos básicos que geram oportunidades trabalho e emprego num ciclo virtuoso.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Na minha gestão, vamos intensificar a Atenção Básica à Saúde da Família. Vamos promover tecnologias para atendimento ao cidadão, bem como tecnologias para o monitoramento e o controle de pragas e vetores de doenças que comprometem a saúde do cidadão.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
O momento exige sacrifício de toda a população brasileira e não deve ser diferente para o funcionalismo público, que pode começar dando exemplo de compreensão. Com a pandemia, o desemprego alcançou patamares elevados e parcela da população está demandando itens básicos de alimentação, vestuário, remédios, entre outros, que devem ser priorizados em curto prazo. A recuperação de atividades empresariais em nossa cidade será uma das prioridades para assim assegurar a geração de emprego e de trabalho.
Luís Henrique Usai
Natural de São Paulo, Luís Henrique Usai (PRTB) tem 56 anos e é bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. Iniciou a carreira militar em 1986, na Academia Militar do Barro Branco. Chegou ao posto de coronel em 2012. Em 2014, passou à reserva como coronel da Polícia Militar em Ribeirão Preto. Essa será a primeira vez que Usai disputa um cargo no Executivo. O coronel reformado terá a professora aposentada Sueli Albanize (PRTB) como candidata ao cargo de vice-prefeita.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Diagnosticar e atualizar receitas e despesas, com criterioso controle das despesas correntes, conscientizando os servidores e empregados públicos municipais para o eficiente uso do combustível, da energia elétrica, do telefone, da água, da internet, etc. Exercendo austeridade considerável na redução dos cargos em comissão, realizando contratação de mão-de-obra por meio de convênio com a Secretaria de Administração Penitenciária, nas atividades cotidianas de limpeza e manutenção de ruas, praças e demais instalações públicas municipais. Facilitar a implantação de indústrias com a concessão de benefícios fiscais, celeridade no processo da construção civil, melhorias para a infraestrutura do comércio e escoamento de produtos regionais, com sugestões para a mudança da Lei das Fachadas dos estabelecimentos.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Reforma e ampliação das instalações existentes, convênios com entidades de ensino da rede privada para atendimento das vagas faltantes, até que a Prefeitura consiga suplantar os óbices existentes e ser autossuficiente. Diagnosticar e atualizar a quantidade de vagas que precisam ser criadas. Objetivo é que a demanda seja reduzida a zero.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Terminar as obras da UPA Sumarezinho, implementar reformas UPA da Treze de Maio, criando bolsões de especialidades, buscando a capacitação dos profissionais da saúde, agendamento e com procedimentos-padrão, e controle do pós consulta. Instalaremos um Ambulatório Médico de Especialidades (AME), com objetivo de prestar atendimento assistencial especializado visando ao diagnóstico precoce de patologias. Elaborar parcerias e convênios-administrativos entre a Prefeitura e a rede privada de saúde em áreas especializadas, com agendamento eletrônico. Valorizar o que está funcionando bem, buscando sempre o aprimoramento do atendimento.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
Pretendo conceder pelo menos o reajuste da inflação do ano anterior, conforme previsto na Constituição. Quanto à remuneração dos funcionários, há legislação a respeito que impede a concessão de reajustes tendo em vista a excepcionalidade que estamos passando. Devemos, também, respeitar o limite de 54% de gasto do orçamento para pagamento de salários dos servidores.
Mauro Inácio 
Mauro Inácio (PSOL), de 51 anos, é natural de Bebedouro e se mudou para Ribeirão Preto no início dos anos 90. O candidato já trabalhou no corte da cana-de-açúcar e na lavoura de laranja, locais em que se engajou no movimento sindical. Em 1995, formou-se em História, passando a dar aulas no município. Também foi dirigente Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). O professor já concorreu nas eleições municipais em 2008 e 2012, ficando em quinto e sexto lugar, respectivamente. Para a vaga de vice-prefeita, a escolhida foi a assistente social Mayra Ribeiro (PSOL).
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Vamos reavaliar os gastos para empregar melhor o dinheiro, de forma a criar margem para investimentos. O poder público tem imensa responsabilidade na promoção de ações que incentivem a economia local. Pode privilegiar compras de empresas locais, aquecendo o mercado interno e gerando empregos. Realizar a gestão da dívida pública de forma a cobrar as dívidas das grandes empresas e instituir o IPTU progressivo para aumentar as receitas, fazendo os ricos pagarem mais; além de reduzir salário de prefeito e secretários; e acabar com cargos comissionados, substituindo-os por servidores públicos de carreira.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Vamos criar 4 mil vagas em creches, construir de forma planejada e descentralizada pela cidade de Ribeirão Preto, a partir de levantamentos do cadastro único municipal, atualizado pela Secretaria de Assistência Social, visto que esse número deve ter aumentado frente a crise social decorrente da pandemia. Pleitearemos recursos do Fundeb, que agora se tornou política pública permanente.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF), um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
A Estratégia de Saúde da Família deve ser implementada em todas as unidades básicas de saúde. O atendimento básico precisa chegar à população, caso contrário as pessoas sofrem esperando em filas das Unidades de Pronto Atendimento. Por isso, a ESF é importante para promoção da saúde, promovendo a prevenção de doenças. Ao mesmo tempo, as terceirizações reduziram o quadro de funcionários a serviço da saúde no município. É preciso acabar com esse ataque ao funcionalismo, que só fez prejudicar ainda mais o atendimento à população. Pretendemos expandir o programa de ESF e ampliar o número de equipes, de área atendida, e ampliar o sistema de Saúde Digital. É preciso reabrir o CSE da Sumarezinho. Garantir o atendimento de qualidade em todas as regiões da cidade, com servidores da saúde bem remunerados e com boas condições de trabalho.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
A crise econômica e a pandemia deixaram evidente a importância dos serviços públicos. Sem o SUS, o número de vidas perdidas seria muito maior. Famílias estão migrando de serviços privados para a educação e a saúde pública, mas o serviço público não se concretiza sem os servidores e servidoras. Vamos garantir reajuste e ganho real para quem arrisca a vida salvando outras vidas. Quem ganha com isso é a população.
Rodrigo Junqueira 
Rodrigo Salomão Junqueira (PSL) é natural de Ribeirão Preto e tem 43 anos. Formando em Engenharia Mecânica pela Unesp, o candidato atuou em multinacionais de veículos, tendo morado na Alemanha. Atualmente, trabalha no ramo imobiliário. Em 2018, concorreu ao cargo de deputado federal pelo PSL, mas não foi eleito. Na ocasião, recebeu 14 mil votos. Como candidato a vice-prefeito, Junqueira terá o cabo Luiz Fernando Pereira Ramos (PSL). A mais recente atualização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a candidatura de Rodrigo Junqueira foi impugnada. Isso ocorre porque o PSL lançou, oficialmente, o Capitão Del Vecchio, como candidato a vice-prefeito na chapa com o MDB. A indicação provocou um racha no partido, com uma ala apoiando a indicação de Junqueira. A decisão mais recente do juiz Lúcio Alberto Eneas da Silva Ferreira rejeita o pedido de registro de candidatura de Junqueira pelo PSL, além de determinar que o nome do candidato não seja disponibilizado nas urnas eletrônicas. Segundo a assessoria de Junqueira, a defesa já prepara um recurso contra a decisão. Anteriormente, o juiz havia anulado a convenção que lançou Junqueira como candidato, além de direcionar o tempo de campanha do PSL para a candidata Cris Bezerra.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
Com a implantação do projeto para criação do departamento específico de “Desenvolvimento Sustentável”, com a finalidade de atrair novas indústrias, prestadores de serviço, estabelecimentos comerciais para a cidade, além de colocar em prática, junto à Acirp, programas de incentivo à indústria e ao comércio de Ribeirão Preto. Também propomos o projeto “Burocracia Zero”, em parceria com a Acirp, facilitando a abertura e o encerramento de atividades empresariais no município. Além de elaborar projetos para a criação do departamento de “Captação de Recursos e Parcerias” para essas novas ações junto a secretarias estaduais, ministérios (orçamentários), bancos estatais (BNDES, Caixa e Banco do Brasil para financiamentos), além de Parcerias Público-Privadas inteligentes com empresas da cidade.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Mapear a necessidade real por vagas em creches e construir novas estruturas alocadas próximas às residências das famílias que formam o maior contingente de demanda por vagas. Incentivar parceria público-privada em creches particulares para o preenchimento adicional das vagas.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Com o Projeto “É Melhor Prevenir”, em convênio com as faculdades das áreas de Comunicação e Medicina de Ribeirão Preto e região, com a finalidade de elaborar e colocar em prática campanhas de prevenção de acidentes, doenças contagiosas e doenças que mereçam controle, considerando a nutrição de qualidade e a prática de atividades físicas. E o projeto “Medicina nos Bairros” providenciando que todos os bairros da cidade tenham uma estrutura mínima para atendimento local aos moradores daquele bairro/região.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
Faremos a reestruturação das condições de trabalho do funcionário público municipal concursado nos âmbitos: carreira e Previdência. Colocaremos em prática a redução do número de secretarias em custos e pessoal (cargos comissionados) na administração direta e indireta municipal. Compromisso de percentual de redução: ao término do primeiro ano de mandato, 20%; segundo ano, 30%; terceiro ano, 40%; antes do último ano, 50%.
Suely Vilela 
Natural de Ilicínea, em Minas Gerais, Suely Vilela (PSB), de 66 anos, é professora titular da USP. A candidata é formada em Farmácia Bioquímica, também pela USP, mesma universidade em que concluiu seu mestrado e doutorado na mesma área. Suely foi a primeira e única mulher reitora da história da Universidade, entre 2005 e 2009, além de ser pró-reitora de pós-graduação entre 2001 e 2005. É membro da Academia de Ciências de Ribeirão Preto, da Academia Nacional de Farmácia e da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura. Entre janeiro a dezembro de 2017, atuou como secretária da Educação de Ribeirão Preto. Como vice, Suely terá o empresário Mateus Eduardo (PODEMOS).
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas a senhora pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
O orçamento da Prefeitura está totalmente comprometido com despesas e compromissos já assumidos, não havendo mais nada para investimento, situação que é agravada pelos financiamentos efetuados pela atual gestão. Diante deste cenário, o desafio é buscar o equilíbrio financeiro por meio de duas estratégias: aumentando a receita e diminuindo as despesas. Para aumentar a receita propomos ações e programas para a promoção do desenvolvimento econômico. Criar uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico para elaborar um plano estratégico de desenvolvimento local, agindo desde o trabalhador informal até o grande empresário. Com o fim do auxílio emergencial, as famílias vão precisar de renda. Por isso, vamos criar o programa Crédito Legal, que é uma linha de crédito que vai financiar, inicialmente 5 mil pessoas que queiram empreender e abrir um pequeno negócio, com crédito de R$ 3 mil. E elas só vão começar a pagar seis meses depois, com parcelas de apenas R$ 100 por mês, quando a empresa já estiver faturando. Vamos facilitar a abertura da empresa, não vai ter burocracia. E o melhor de tudo: juros zero.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos da senhora para reduzir essa fila?
Ao assumir a Prefeitura, vamos atualizar o diagnóstico da demanda e desenvolver um projeto de expansão de vagas fundamentado na realidade financeira da Secretaria da Educação e da Prefeitura. Quando fui secretária de educação, em 2017, com ajustes na gestão, sem investimento financeiro, foi possível criar 573 novas vagas em dez meses.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas da senhora para ampliar esse atendimento?
Ampliar esse tipo de atendimento é garantir economia na outra ponta. O SUS é um sistema subfinanciado e a cada ano vem perdendo recursos do governo federal. Precisamos captar recursos externos para a saúde, tanto no governo federal quanto estadual. Vamos trabalhar em conjunto com os deputados federais para conseguir recursos para a saúde. Em nível estadual, o governo contribui muito pouco com Ribeirão Preto. Temos de pressionar o governador por meio da Assembleia Legislativa para ajudar os municípios principalmente no pós-pandemia. Havendo novos aportes de recursos, vamos priorizar a Estratégia da Saúde da Família.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
A valorização do servidor sempre estará em pauta. O governante não administra uma cidade sem ter os servidores públicos do seu lado e motivados. No meu governo, vou valorizar o servidor de carreira, usar o máximo que a máquina pública nos oferece. Com o servidor motivado, vou fazer um governo de excelência.
Vanderley Caixe Filho
Natural de João Pessoa, na Paraíba, Vanderley Caixe Filho (PCdoB), de 43 anos, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) São Paulo e com especialização em direitos humanos pela Universidade Federal de Goiás (UFGO). Coordenou a Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeirão Preto. Também dirigiu o Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (CEDHEP). Foi membro do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e atuou nas assessorias jurídicas da Associação Ecologia e Cultura Pau Brasil e da Pastoral Carcerária. Caixe terá o agente administrativo Glauber da Silva (PCdoB) como candidato a vice.
Mesmo antes da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, os cofres municipais já estimavam um déficit para 2021. Situação que se agravou durante a pandemia. Quais medidas o senhor pretende tomar para reduzir esse déficit e ampliar a margem para investimentos?
A reorganização das contas públicas é central para viabilizar os investimentos que pretendemos dirigir à população e ela deve obedecer aos dois princípios que orientam as nossas demais propostas: transparência total, divulgada de modo acessível e contínuo, e participação popular. Por mais detalhes técnicos que tenha, a administração orçamentária funciona com a mesma lógica que a gestão da casa ou da empresa: a conta precisa fechar. Só que, diferente delas, o orçamento da Prefeitura tem uma finalidade social direta. Geração de renda, o manejo dos recursos e reformas administrativas têm de atender às prioridades da população, que deve tomar parte em tais decisões.
A rede municipal de ensino enfrenta uma fila de espera para a vaga em creches. Quais são os planos do senhor para reduzir essa fila?
Neste caso, não existe outra saída senão investir nas creches que já existem e criar novas instituições. Isso demanda abrir concursos para mais profissionais e, sem dúvidas, melhorar as condições dos que já estão nos quadros municipais. Claro, o que custa dinheiro aos cofres públicos, os quais não estão nada cheios. É exatamente por essa razão que reorganizar o funcionamento orçamentário da administração assume um papel tão importante. Precisamos colocar em panos limpos todos os gastos da Prefeitura e toda a sua receita, tendo em mente que cada uma das operações de governo deve primar pela eficiência e por gerar recursos que sejam revertidos à sociedade.
Em Ribeirão Preto, apenas 23% da população é atendida pela Estratégia Saúde da Família, um dos pilares da Atenção Básica do SUS. Quais são as propostas do senhor para ampliar esse atendimento?
Essa deve ser a base do atendimento à saúde, porque diz respeito a uma vida mais saudável e previne grande parte das doenças que pesam nos moradores de Ribeirão Preto e no nosso sistema de saúde. Da parte de serviço, precisamos capacitar e valorizar os agentes de saúde. Já pela parte do público atendido, devemos divulgar mais e mais esse programa e tornar o seu acesso mais fácil e presente no dia a dia das pessoas. A ênfase na prevenção contribui para o bem-estar da comunidade, mas também tem caráter estratégico para o funcionamento da gestão e é mais eficiente em termos econômicos.
No último ano, o funcionalismo público em Ribeirão Preto não obteve um reajuste relativo à inflação. O Sindicato dos Servidores fala em perdas salariais por conta disso. Em seu governo, o reajuste ou aumento real de salário dos servidores entraria em pauta?
O reajuste é uma prioridade. Todos nós conhecemos a inflação que temos experimentado. Aí, no governo, como se comprometer em estimular a renda de toda a população e melhorar a sua qualidade de vida se nem pagamos devidamente os funcionários da Prefeitura? Para isso, voltamos à questão do orçamento municipal. Por um lado, precisamos oferecer oportunidades para os empreendedores de Ribeirão, aumentando a renda. Pelo outro, o da contenção de gastos, averiguar as fortunas que grandes empresas devem ao estado e, dentro da administração pública, rever a lógica dos nossos quadros como também a própria estrutura das empresas mistas do município.