Raça genuinamente brasileira
Comandado por Fernando e Zelena Rivaben, Haras Origem, de Batatais, é referência na criação de Mangalarga
Considerado referência na região da Alta Mogiana, o Haras Origem, de Batatais, tem se destacado no cenário nacional pela qualidade técnica e morfológica dos cavalos da raça Mangalarga Paulista. Versátil, dócil e inteligente, o animal se adapta muito bem aos trabalhos no campo, principalmente na lida com o gado. Sua marcha é muito cômoda e progressiva, não cansa o cavaleiro.
Como a maioria dos equinos, o Mangalarga Paulista surgiu do cruzamento de éguas nativas, oriundas dos animais trazidos no início da colonização, com garanhões trazidos posteriormente pela família real, vindos da Coudelaria Real Portuguesa. Na época, esses animais serviam como montaria, meio de transporte, serviços nas fazendas e para caçadas. Com a substituição do cavalo pelas máquinas, a função do animal mudou. Foram feitos diversos cruzamentos com outras raças, buscando animais mais bonitos e esportivos.
O Mangalarga é o cavalo de sela nacional e ainda preserva entre suas funções os serviços nas fazendas. Porém, a raça vem se mostrando ideal para o turismo equestre, atividade que cresce a cada ano. Com cerca de 100 animais, incluindo as receptoras para transferência de embriões, o Haras Origem tem o andar e a morfologia dos animais como grande diferencial. “Nossa seleção, iniciada em 1987, sempre teve como premissa a passada e a docilidade dos animais. Em 25 anos, procuramos também fazer cruzamentos, buscando animais morfologicamente superiores”, explica o empresário Fernando Rivaben, que, ao lado da esposa Zelena, mantém o Haras.
Em 2009, conquistaram o título de Grande Campeã Égua na Exposição Nacional do Mangalarga, equilibrando morfologia e andar superiores. “Hoje temos animais bonitos, funcionais, de ótimo temperamento e excelentes marchadores”, ressalta Fernando.
Textos: Rose Rubini
Colaboração: Renata Costa
Fotos: divulgação