Reajuste para os residentes
Médicos residentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto aderiram ao movimento dos hospitais públicos de São Paulo
Médicos residentes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto aderiram ao movimento dos hospitais públicos de São Paulo. Eles cobram o pagamento das bolsas, incluindo reajuste de 11,9%, que deveria ter sido pago pelo governo de Estado em março deste ano. De acordo com a Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), todos os residentes do Brasil já tiveram o reajuste incorporado ao pagamento, menos os profissionais que atuam em São Paulo.
No dia 24 de novembro, um grupo de residentes do HC participou do ato na capital paulista. Na véspera, mais de 200 residentes protestaram no centro da cidade. Eles criticam o atraso no pagamento do reajuste das bolsas completas. O anestesista do HC, Dogilo Silveira Neto, reforça que a greve não tem data para terminar. “Estamos há oito meses sem receber e queremos nossos direitos”, esclarece. O anestesista afirma, ainda, que a unidade hospitalar de Ribeirão Preto tem cerca de 700 residentes que não podem continuar trabalhando sem receber.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que tem dialogado com os residentes e já solicitou ao Ministério da Saúde e da Educação repasses para atender ao reajuste da bolsa. A direção do Hospital das Clínicas informou que a paralisação dos médicos residentes, iniciada em 18 de novembro, não causou impacto no atendimento da maioria dos pacientes nos ambulatórios. O número de profissionais que aderiu ao movimento não foi significativo e os pacientes que compareceram às consultas foram devidamente atendidos.