Reaproveitamento do lixo eletrônico
Projeto busca recursos para conscientizar pessoas sobre os riscos do descarte incorreto
O artista plástico e designer Giovane Malta está buscando recursos para um evento que busca conscientizar as pessoas sobre o reaproveitamento do lixo eletrônico. Denominado de Salve o Planeta, o projeto tem como objetivo instruir e conscientizar a população sobre as consequências que o lixo tecnológico pode trazer à saúde, se descartado no meio ambiente.
A intenção é proferir palestras e oficinas para alunos da rede pública, no próximo dia 13 de fevereiro. A preocupação de Giovane é com a contaminação do subsolo e, logo, da água subterrânea. Principalmente em Ribeirão Preto, onde toda a água que abastece a cidade vem do aquífero Guarani.
“O Brasil produz 150 mil toneladas de lixo eletrônico por ano e parte deste lixo vai para o aterro sanitário que em contato com o solo, atinge o lençol freático contaminando a nossa água, favorecendo várias doenças, inclusive o câncer”, registra um texto de divulgação do projeto publicado em um site sobre o projeto.
Ele conta que é comum as pessoas descartarem, por exemplo, monitores de computador nas calçadas e coletores de lixo reciclável pegarem apenas para utilizar algumas partes, como o cobre. “Depois eles descartam em um terreno baldio qualquer, favorecendo a contaminação do solo”, diz.
Já palestrante voluntário em escolas da rede pública, ele pretende ampliar o trabalho com palestras de especialistas e oficinas para mostrar como é possível reaproveitar o lixo eletrônico. Inicialmente a intenção e levar o projeto a cerca de 30 alunos a um espaço que ele ainda pretende conseguir.
“Mas este é só o começo, um trabalho de formiguinha, mas o ideal é que esta ideia atravesse fronteiras, porque o assunto é muito sério”, afirma. Nesta cruzada, Giovane já buscou ajuda com várias pessoas, incluindo políticos com trabalho voltado a questões ambientais.
Recursos
Como pra tudo há a necessidade de recursos, ele está tentando conseguir o dinheiro necessário por meio do crowdfundign, pela internet. Ao visitar o site Salve o Planeta, o internauta é convidado a colaborar, por meio virtual mesmo.
O projeto está orçado em R$ 8 mil. Mas o artista plástico precisa arrecadar o valor total, caso contrário precisa devolver o dinheiro de quem colaborou, o que é feito de forma automática. Até agora, no entanto, conseguiu cerca de metade da meta.
“Estou fazendo de tudo para conseguir, porque esse é um assunto muito sério. Precisamos cuidar principalmente da nossa água”, diz Giovane. Se não conseguir as doações necessárias, Giovane não poderá fazer o evento em fevereiro, mas garante que não desistirá. “Farei de outra forma”, assegura.
Revide On-line
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide