Reeleição no PMDB de São Paulo
O deputado de Ribeirão Preto Baleia Rossi foi reeleito, por unanimidade, presidente estadual do PMDB na convenção que aconteceu no dia 8 de dezembro
O senhor foi reeleito presidente do PMDB de São Paulo com a presença maciça dos convencionais com direito a voto. Qual a avaliação que o senhor faz do resultado?
Numa análise bem objetiva, os números revelam a aprovação de um trabalho que começou há cerca de dois anos, quando assumimos a presidência do partido em São Paulo. Nesta convenção compareceram 624 delegados com direito a voto, de um total de 700. Todos votaram a favor da nossa chapa. Alguns viajaram mais de 600 quilômetros para votar. Com o apoio de muitos companheiros, entre eles, do vice-presidente da República Michel Temer e da nossa bancada de deputados estaduais e federais, reformulamos o partido. Portanto, é uma vitória de todos. Conseguimos, novamente, dar musculatura e evidência ao PMDB de São Paulo e o resultado da eleição municipal desse ano comprova isso.
Como foi o desempenho do PMDB em todo o Estado na eleição de 2012 que o senhor citou?
A nossa filosofia é achar que sempre podíamos ter feito mais. Porém, o resultado foi muito positivo. O PMDB tinha 69 prefeitos quando assumimos. Elegemos 90 prefeitos, um crescimento de mais de 30%. Tínhamos 52 vices. Elegemos 80 e em torno de 700 vereadores. São números expressivos. O PMDB foi o partido que mais cresceu em São Paulo na última eleição, com um milhão de votos a mais em relação à eleição anterior. De 1,7 milhão de votos, ou 7% dos votos do Estado em 2008, pulamos para mais de 2,7 milhões de votos em 2012.
O que explica o crescimento?
Basicamente é que para crescer o partido tem que disputar eleições. E para disputar eleições, são necessários nomes fortes. Para se ter uma ideia, há 16 anos o PMDB não disputava a prefeitura de São Paulo. Lançamos Gabriel Chalita a prefeito da capital e o resultado foi amplamente favorável. Com o Chalita, trouxemos outros nomes importantes, como o presidente da FIESP, Paulo Skaf. Avalio que fomos felizes na equação de respeitar as antigas lideranças do PMDB e também trazer gente nova e engajada para as fileiras do partido. Foi fundamental mudar a postura. Reafirmo que o PMDB de São Paulo não será apêndice ou escada para qualquer outro partido político. Ou seja, voltamos a pensar grande.
Quais são as perspectivas do PMDB de São Paulo?
Pode parecer lugar comum, mas é importante ressaltar que o partido está unido. Esta união nos torna mais fortes. Vamos continuar disputando eleições majoritárias. Vamos trabalhar para aumentar nossa representação na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Em 2014, numa decisão que eu diria “sine qua non”, lançaremos candidato próprio ao governo de São Paulo.
Aliás, por aclamação das lideranças presentes à convenção ficou definido que teremos candidato a governador em 2014. Nesse sentido, o companheiro Paulo Skaf já colocou seu nome à disposição do partido como pré-candidato. Também assumimos o compromisso de, em 2014, apoiar a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer para a presidência da República.
Além da presidência do PMDB de São Paulo, o senhor tem seu mandato como deputado estadual. Como equacionar os dois trabalhos?
Com muito trabalho. Fui eleito para o terceiro mandato com 176.787 votos, a maior votação de um deputado estadual do PMDB em todo o País, e tenho que honrar cada um deles. Por mais apertada que seja a agenda, em nenhum momento deixo de lado o meu mandato parlamentar. A exemplo dos mandatos anteriores, consegui nessa legislatura aprovar projetos importantes, como a Lei 14.830, que cria programa nutricional nas escolas da rede pública para combater a obesidade infantil. É importante destacar que 100% dos recursos das minhas Emendas Parlamentares para 2013, de R$ 2 milhões, foram destinados para a região de Ribeirão Preto. E mais de 50% do valor total dessas emendas foram para Ribeirão Preto.
O senhor é candidato a deputado federal em 2014?
Existe essa chance, pois há uma cobrança de prefeitos e companheiros da região, bem como de lideranças do PMDB que defendem que eu seja candidato federal. Vamos conversar, avaliar e tomar a decisão no momento certo.