Reforma do canavial
Uso intercalado de crotalária e de soja no período de rotação do canavial pode aumentar a rentabilidade da cultura em até 4,5%
Com o passar dos anos, os canaviais passaram por transformações, tanto na aplicação de novas tecnologias quanto em função de mudanças ambientais. Pensando nos avanços da
ciência e nas necessidades recentes, a pesquisadora Carolina Fernandes, em parceria com o Condomínio Agrícola Santa Isabel, desenvolve um estudo para estabelecer o melhor uso do solo no período de rotação do canavial, diversificando as culturas e melhorando os aspectos econômicos.
Professora do Departamento de Solos e Adubos da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária da Unesp (FCAV), de Jaboticabal, Carolina já identificou que o solo cultivado com crotalária (adubação verde) intercalada à soja apresenta melhores resultados do que as áreas que recebem soja, milho e soja. David Ferreira Lopes Santos, professor de Economia da Faculdade, também reconhece que a leguminosa, neste sistema rotacional, apresenta melhor resultado, podendo potencializar a rentabilidade da cana em 4,5% ao ano.
O diretor do Condomínio Agrícola, Paulo de Araújo Rodrigues, destaca que, desde 1970, somente a soja era utilizada na rotação. “A partir da pesquisa, introduzimos a crotalária como cultivo intercalado da cana, tanto no ano que antecede a reforma ou no meio do ciclo do canavial. Já percebemos que o solo responde positivamente, podendo até prolongar a lavoura, superando cinco ou seis cortes e atingindo entre oito e dez”, estima Paulo.