Relatos do conflito
Silva contou como trilhou o seu caminho até chegar à cobertura fotográfica em zonas conflituosas
Durante palestra realizada nesta segunda-feira, dia 26, no auditório do Theatro Pedro II, Joel Silva, repórter-fotográfico da Folha de S.Paulo, relatou os momentos de tensão durante a cobertura dos conflitos no Oriente Médio.
Silva contou como trilhou o seu caminho até chegar à cobertura fotográfica em zonas conclituosas como Colômbia, onde acampou com guerrilheiros das Farc; Honduras, El Salvador, durante o Golpe Militar em 2009; cobriu a ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, pelo exército brasileiro em 2010; a Primavera Árabe na Líbia em 2011 e as manifestações que terminaram com a morte de mais de 600 pessoas no Cairo, Egito, em 2013.
“Todas as vezes que vou falar do meu trabalho é impossível não falar de uma coisa que me acompanha. Que é a palavra ‘acreditar’. Desde o momento em que eu decidi ser fotógrafo eu não levanto da minha cama se eu não acredito no que eu estou querendo para a minha vida. E isso é o que me move. Associada a esta palavra tem outra chamada ‘desafio’. E não enfrentamos os desafios que não queremos para a nossa vida”, diz o fotógrafo.
Durante os três meses em que atuou como correspondente de guerra para a “Folha”, viajou pelo Egito, Israel, Jordânia, Cisjordânia e Síria. Retratando e convivendo, segundo ele, com as mazelas dos seres humanos.
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Entre as situações de risco enfrentadas pelo jornalista, Silva recorda o tiro de raspão que tomou na cabeça, o dia em que acompanhou o exército israelense em missão contra os rebeldes e sua visita a um dos maiores campos de refugiados, localizado em Zatari, na Jordânia. “São coisas que mudam as nossas vidas pra sempre”, afirmou.
Joel Silva foi convidado para ministrar uma palestra em uma Universidade no Chile na segunda quinzena de dezembro.
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Fotos: Luiz Fernando Cervi