Repelentes naturais
UFSCar e Fundecitrus desenvolvem estudos para controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor do greening
Uma das mais destrutivas doenças da citricultura brasileira, o greening (huanglongbing/HLB) já atingiu 16,73% dos pomares do Estado de São Paulo e do Triângulo Mineiro nos últimos dois anos. Isso significa 32 milhões de árvores infectadas. Para combater essa doença, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) estão desenvolvendo conjuntamente inseticidas naturais para combater a doença.
Causado por bactérias, o greening é transmitido para os pomares pelo psilídeo Diaphorina citri, inseto comumente encontrado na murta ou dama da noite. Quando as plantas estão infectadas, a solução é eliminar as árvores, evitando, assim, que o psilídeo transmita a bactéria para as plantas sadias. Rodrigo Facchini Magnani, pesquisador do Fundecitrus, explica que a pesquisa objetiva desenvolver compostos voláteis (aromas) com propriedades repelentes e atraentes ao psilídeo.

O trabalho é focado em moléculas de plantas que repelem o psilídeo e a previsão é de que os compostos sejam testados em um ano. A cooperação entre a UFSCar e o Fundecitrus também abrange o ensino. “O acordo permite que os alunos do mestrado desenvolvido no Fundecitrus façam disciplinas na UFSCar e vice-versa, além de utilizar a infraestrutura de pesquisa”, afirma Rodrigo.