Reprodução programada

Reprodução programada

A Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores investe em melhoramento genético das raças zebuínas, com programas como o Reprodução Programada

Presente em 18 estados brasileiros, a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) investe em melhoramento genético das raças zebuínas, com programas como o Reprodução Programada. Com sede em Ribeirão Preto, a Instituição conta hoje com cerca de 400 fazendas associadas, criadoras de Nelore, Guzerá e Brahman. Trata-se de um teste de progênie em touros jovens, com idades entre 18 e 30 meses, com alto valor genético.

Além da garantia da qualidade do sêmen coletado, o custo de todo o processo de inseminação pode cair em até 40% entre os associados, como garante Juliana Ferragute Leite, zootecnista, consultora e responsável pelo programa da ANCP. Hoje, 41% dos touros catalogados nas Centrais de Inseminação em todo o Brasil são provenientes do Programa Reprodução Programada.

Idade, precocidade sexual e de índices de produção, habilidade materna e avaliação ultrassonográfica de carcaça são alguns dos quesitos analisados no touro, durante o programa. “A coleta e a distribuição do sêmen são feitas por meio das centrais parceiras”, aponta Juliana. Cecilia Villela Teixeira de Barros, da fazenda São Luis, em Luis Antônio, está no programa desde 2005, aprimorando a raça Nelore Gironda.

Na fazenda centenária, a seleção é reforçada por diversas técnicas, desde a visual até os marcadores moleculares, uma novidade na área, que extrai informação e dados genéticos a partir da molécula de DNA dos animais. “Usamos todas as ferramentas disponíveis para selecionar o rebanho e ofertar no mercado touros cuja progênie será abatida mais cedo, melhorando a produtividade e consequentemente o lucro do criador de corte”, explica Cecília. Um dos destaques da São Luis é o touro Forte da Gironda. A fazenda já conquistou os certificados: Global G1 e o Global G2 de Melhoramento Genético concedido pela ANPC.

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