Resultado da inflação
Com alta entre a primeira e a terceira semana de dezembro, a inflação no final deste ano pode situar-se entre 0,2% a 0,5%
A proximidade das festas de final de ano estimulou as vendas e contribuiu para o sétimo resultado positivo do ano em relação à inflação na cidade. Esse resultado mostrou que o acumulado de janeiro/2011 a novembro/2011 alcançou 4,04%, com a inflação em 12 meses atingindo 3,92%. Na média, a inflação mensal no ano atingiu 0,36%, com indicador similar em 12 meses.
Mas em relação à variação acumulada, a inflação seguiu trajetória de queda a partir de setembro/2011 até o mês de novembro/2011. “Em agosto, chegamos a uma inflação acumulada de 5,94%, sendo que, a partir daí, a desaceleração dos preços foi notória entre os principais índices, alimentação e habitação”, explica o economista Fred Guimarães.
A pesquisa revelou que com a alta já anunciada dos preços da taxa de água, esgoto e alimentos na primeira semana de novembro para a primeira semana de dezembro e com a possibilidade de elevação dos preços dos combustíveis a partir da terceira semana deste mês, a inflação em dezembro pode situar-se no intervalo de 0,2% a 0,5%.
A boa notícia é que o mercado interno será beneficiado com as medidas de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) anunciadas pelo governo no setor de bens duráveis e a possibilidade de queda nos juros ao consumidor, podendo contribuir para a elevação das vendas de final de ano. “Com esse fôlego, setores como vestuário e segmentos como bens de consumo duráveis e automóveis devem continuar a contribuir com queda da inflação, visto que, a concorrência e a necessidade de realizar novas vendas, dado os estoques elevados são fatores determinantes para a redução dos preços”, ressalta o economista.
Outra questão bastante discutida entre os economistas é o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não apresentou crescimento no terceiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. Ainda segundo o IBGE o PIB somou R$ 1,05 trilhão, em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 2,1%. A expansão acumulada no ano chega a 3,2%. Já no acumulado de 12 meses, o PIB cresceu 3,7%.
Na comparação do terceiro com o segundo trimestre, o único setor que apresentou crescimento foi a agropecuária, 3,2%. A indústria teve queda de 0,9% e os serviços, de 0,3%. Segundo a pesquisa esse valor é resultado das reduções no consumo do governo de - 0,7%, no consumo da família - 0,1% e nos investimentos - 0,2%.
Revide On-line
Texto: Pâmela Silva
Fotos: Arquivo Revide