Resultado IPC em janeiro

Resultado IPC em janeiro

Inflação e alta no custo de vida em Ribeirão. Alimentação, Educação, Transporte, Habitação e Saúde são os grandes vilões

Com o objetivo de auferir o índice de inflação para a cidade de Ribeirão Preto, a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão preto (ACIRP), em parceria com a Fundação Instituto de pesquisas Econômicas (FIPE), apresentaram na manhã de ontem (17) o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do mês de janeiro/2011.

Os números foram levantados conforme metodologia desenvolvida pela FIPE e de acordo com os principais grupos econômicos existentes, com o propósito de obter dados que representem a realidade da economia ribeirão-pretana, e que possam servir de parâmetro para que empresários e consumidores traçarem suas estratégias de atuação no mercado.

O IPC-ACIRP-FIPE – RIBEIRÃO PRETO é um índice mensal calculado através da variação dos preços dos principais setores da economia, de acordo com pesos específicos para cada item da cesta de bens. Os pesos representam a importância relativa de cada item na cesta de consumo analisada.

O IPC ACIRP-FIPE referente ao mês de janeiro de 2011 foi de 1,26 pp para a cidade de Ribeirão Preto, registrando inflação e alta no custo de vida em relação ao mês de dezembro/2010, com predominância de elevação nos preços em cinco setores, Alimentação, Educação, Transporte, Habitação e Saúde, com variações 1,773%, 6,543%, 0,633%, 0,350% e 0,324% e contribuições respectivas no índice final de 0,574pp, 0,522pp, 0,118pp, 0,086pp e 0,021pp.

Com contribuições negativas aparecem Vestuário e Despesas Pessoais, com variações de -1,173% e -0,049% e contribuições no índice final de -0,067pp e -0,002pp. O grupo Alimentação, juntamente com o grupo Educação foram os mais voláteis do mês e grandes determinantes na alta do IPC-ACIRPFIPE no mês de janeiro/2011.

No grupo Alimentação, destacam-se, em Frutas, entre as maiores quedas: Maracujá, sétima maior queda no mês, com variação de -20,558% e contribuição no índice de -0,025pp e Limão, oitava maior queda do mês, com variação de -42,512% e contribuição final no índice de -0,019pp. Dentre as maiores altas, registra-se a alta da Laranja e da Uva, com variações de 11,279% e 18,291% e contribuições no índice final de 0,043pp e 0,052pp. No total, o grupo Frutas obteve variação de 5,730% e contribuição no índice final de 0,121pp.

Em tubérculos, a batata aparece com a quarta maior alta do mês, com variação de 41,319% e contribuição final no índice de 0,127pp. A cenoura obteve a décima maior alta do mês, com variação de 69,147% e contribuição no índice final de 0,064pp. O grupo tubérculos variou 31,558% e contribuiu com resultado final do índice em 0,202pp.

Em legumes, o tomate deteve variação de 84,662%, maior alta do mês, com contribuição final no índice de 0,189pp. O grupo Legumes obteve variação total de 55,343% e contribuição final no índice de
0,270pp.

Em verduras, o maior destaque ficou para a alta da Alface, com variação de 11,364% e contribuição final no índice de 0,023pp. No total, verduras alcançou variação de 10,447% com contribuição final no índice de 0,037pp.

Ovos obteve variação de 1,852% e contribuição no índice final de 0,009pp.

A variação final de produtos in natura foi de 15,749% com contribuição final no índice de 0,639pp.

Em Carne Bovina, tivemos o acém, maior queda do mês, o filé-mignon, a alcatra e o Lagarto, terceira, quarta e décima maiores quedas do mês, com variações respectivas de -8,271%, -17,224%, -5,372% e -6,688% e contribuições no índice final de -0,104pp, -0,056pp, -0,054pp e -0,017pp. O grupo Carne Bovina variou no mês -5,825% e obteve contribuição final no índice de -0,262pp.

Frango, por sua vez, obteve variação de 5,14% e contribuição positiva no índice final de 0,095pp.
Já o Leite alcançou variação de 0,721% e contribuição de 0,025pp.

Carne Suína obteve variação negativa, -1,653% e contribuição insignificante no resultado final, -0,005pp.
No total, produtos de elaboração primária obteve variação de -1,468% e contribuição no índice final de -0,147pp.

Em produtos industrializados, Bebidas obteve variação de 1,859% e teve contribuição total no índice de 0,071pp. Em derivados da carne, a variação alcançou -1,563%, com contribuição final no índice de -0,023pp.

Em condimentos e sopas, a variação foi de 3,045%, sendo a contribuição final no índice de 0,021pp.

Pão Francês obteve variação positiva de 2,051% e contribuição final no índice de 0,061pp.

No total, produtos industrializados variou 0,785% e contribuiu no resultado geral do índice com 0,128pp.
Em produtos semi-elaborados, o Feijão obteve a segunda maior queda do mês, com variação de -9,237% e contribuição no índice final de -0,059pp.

De forma geral, produtos semielaborados foi responsável pela variação total de -2,310% e contribuição final no índice de -0,046pp.

A participação final do grupo alimentação resume-se na soma da contribuição dos quatro grupos grifados anteriormente.

No grupo educação, os destaques foram para a alta de curso do primeiro grau, curso de idiomas, curso universitário e préescola, com variações respectivas de 7,672%, 9,628%, 4,702% e 8,086%, com contribuições respectivas no índice de 0,158pp, 0,130pp, 0,114pp e 0,068pp. Curso de segundo grau,
embora não tenha participação nas dez maiores contribuições do mês, obteve variação de 6,686% e contribuição no índice final de 0,045pp.

Em habitação, verificou-se contribuiçãopositiva do IPTU- Imposto Predial e Territorial Urbano, sétima maior alta do mês, com variação de 5,390%, conforme recomposição dos preços de acordo com o INPC, o que significou contribuição de 0,081pp no índice final.

Em transporte, Automóvel Novo alcançou a oitava maior alta do mês, com variação de 1,100% e contribuição final no índice de 0,075pp. Álcool (Combustível), embora não tenha participação nas dez maiores contribuições do mês, obteve variação de 4,244% e contribuição no índice final de 0,060pp.

Em vestuário, verificou-se quedas em dois itens, Tênis, quinta maior queda do mês, com variação de -3,325% e contribuição no índice final de -0,032pp e Calça Comprida Feminina, sexta maior queda do mês, com variação de -4,811% e contribuição no índice final de -0,028pp.

Em saúde, a contribuição mais representativa veio de Dentista, com variação de 1,343% e contribuição final no índice de 0,017pp.

Por fim, em despesas pessoais, não ocorreram destaques individuais, com contribuições reduzidas para o indicador final.

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