Ribeirão comemora ‘dois aniversários’

Ribeirão comemora ‘dois aniversários’

Dia do padroeiro e de santa são celebrados em datas diferentes e a cidade para por duas vezes

O feriado da próxima segunda-feira, dia 20, quando se celebra o Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade, representa uma espécie de segundo aniversário de Ribeirão Preto, já que a data de emancipação política é 19 de junho. Neste dia é comemorado o dia de Santa Juliana de Falconieri, muito embora a santa seja pouco lembrada quando das celebrações pela grande maioria da população.

Além dos “dois aniversários”, são feriados municipais religiosos a Sexta-Feira da Paixão e Corpus Christi, celebrados em datas móveis. O quinto feriado municipal da cidade, comemorado em 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra. Como a lei federal 9093/95 determina quatro feriados religiosos municipais, houve quem interpretasse que o município tem um dia a mais de folga.

Há cerca de dois anos, a defesa de redução do número de “dias parados” gerou grande polêmica em função de interpretação errônea. Dorival Balbino, então diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), defendeu a redução e conversou com vereadores sobre o assunto.

Na ocasião, interpretou-se que a entidade que ele dirigia pretendia excluir do calendário a comemoração do Dia da Consciência Negra. Ele negou e disse apenas que era preciso reduzir um dos feriados, não exatamente aquele, mas tudo continuou como era até hoje, com os quatro feriados religiosos mais o dia 20 de novembro.

Atualmente a diretoria regional do Ciesp mantém a mesma visão de antes, que o grande número de feriados restringe a produção de bens, riqueza e, logo, de renda. “O fato de ter um feriado a mais representa que as empresas da cidade são menos competitivas que as de cidades vizinhas, com menos feriados”, diz Eduardo Molina, assessor da diretora do Ciesp.

Ele amplia o raciocínio de município para o País. “Em um mundo globalizado, quem trabalha menos, produz menos e perde competitividade. Quem trabalha mais, obtém melhores resultados. Assim, no final do ano, teremos como riqueza o que produzirmos”, afirma. Para Molina, isso vale também para empresas e trabalhadores. Menos produção, menos renda.

Revide On-line
Texto: Guto Silveira
Fotos: Arquivo Revide 

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