Risco iminente de queda no córrego
Avenida Antônio Paschoal, em Sertãozinho, não tem barreiras de proteção entre a via e o Córrego Sul
Motoristas e motociclistas que trafegam pela Avenida Antônio Paschoal, no Centro de Sertãozinho, devem redobrar a atenção para não pararem dentro do Córrego Sul.
Isso porque, desde que as reformas de macrodrenagem no córrego, na rotatória entre as avenidas Antônio Paschoal, Affonso Trigo e Egisto Sichieri, até o cruzamento da Antônio Paschoal com a Rua Antonio Furlan Júnior terminaram, em agosto do ano passado, o local não tem barreiras para proteger quem passar por ali de cair no canal.
Além da calçada com pouco espaço entre a guia e a margem do córrego, não há qualquer defensa em grande parte da avenida. Segundo o Corpo de Bombeiros, desde que as obras terminaram, não houve casos de veículos que pararam dentro do córrego devido à falta de proteção, mas quem trabalha na região revela que ficaram mais cuidadosos na hora de passar por ali.
Dono de uma oficina na avenida, Marcio Rogério conta que os motoristas evitam andar lado a lado para não correrem risco de se tocarem e perderem o controle dos automóveis, o que prejudica a fluidez do tráfego.
“No momento que um tenta ultrapassar o outro, o risco é muito grande de a queda ocorrer, porque a altura é grande e pode até ser fatal”, acredita Marcio. Ele lembra que uma pessoa que caminhava alcoolizada por ali caiu no córrego e morreu afogada.
Outro morador das proximidades, que não quis se identificar, diz que não tem mais o que discutir sobre o assunto, porque “está aí o buraco para ver, sem proteção”, e reforça a palavra de Marcio. “Ainda não caiu ninguém porque as pessoas perceberam que o buraco é grande e andam com mais cuidado na avenida”, aponta.
A Prefeitura de Sertãozinho disse que a colocação de defensas nas margens do córrego tem recebido atenção do governo municipal, e que “constatou que o projeto original da obra de macrodrenagem não previa a implantação de qualquer sistema de segurança no local”, e por esse motivo fez uma adequação no projeto e aguarda até o próximo mês a aprovação, por parte da Caixa Econômica Federal, para a liberação do dinheiro necessário para implantar o sistema de proteção.
O enfermeiro Antônio Marcos, que passa de carro todos os dias pela avenida para ir ao trabalho, contesta a Prefeitura, e acredita que as defensas “já deviam estar no projeto original”.
Obras de macrodrenagem
As obras de macrodrenagem para evitar alagamentos na Avenida Antônio Paschoal começaram em março de 2013 e teve a primeira parte do projeto entregue em meados de 2014.
Atualmente os trabalhos estão em recesso, devido ao período das chuvas e, segundo a Prefeitura, as obras no restante da via devem retornar durante o mês de março.
A macrodrenagem em Sertãozinho esteve orçada inicialmente em R$ 66 milhões, com dinheiro proveniente do Ministério das Cidades. Em 2014 o projeto ganhou mais R$ 16 milhões do mesmo ministério para a conclusão, que deve ocorrer até o fim de 2016
De acordo com a Prefeitura de Sertãozinho, o “projeto prevê a eliminação das enchentes por pelo menos 100 anos no município”.
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Revide On-line
Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Arquivo Revide.