Ritmo acelerado
Em toda a extensão da avenida Jerônimo Gonçalves estão sendo plantadas novas mudas de palmeiras imperiais
De acordo com o cronograma da Secretaria Municipal de Obras e da Leão Engenharia, empresa responsável pela realização da segunda etapa das obras antienchente, o segundo trecho será entregue na segunda quinzena de dezembro. O início da terceira etapa, entre as ruas Martinico Prado e Ana Neri, está previsto para começar no início de 2011.
No dia 26 de novembro, o secretário municipal de Obras, Abranche Fuad Abdo, o diretor da Leão Engenharia, Carlos Alberto Ferreira Leão, e o vice-prefeito, Marinho Sampaio, acompanhados dos técnicos, vistoriaram o canteiro de obras que abrange cerca de 300 metros entre a avenida Francisco Junqueira e a rua Martinico Prado.
No trajeto foram analisadas cada uma das intervenções realizadas ou programadas, que objetivam triplicar a vazão dos córregos Ribeirão Preto e Retiro Saudoso. Carlos Alberto explicou que, na atual fase do projeto, foi feito o aprofundamento do leito do rio (em torno de 1,50 metro), o alargamento em cerca de três metros de cada margem, o calçamento lateral, a construção de guias, de sarjetas e de rede de elevação de água e esgoto.
Em toda a extensão da avenida Jerônimo Gonçalves estão sendo instalados os balaústres de concreto armado, réplicas dos originais, além do plantio de novas mudas de palmeiras imperiais. O plantio faz parte do acordo de compensação ambiental em que a Prefeitura se propôs a plantar 8.800 novas mudas nativas, sendo 400 de palmeiras imperiais, resgatando os traços da vegetação original de toda a região do entorno dos córregos Ribeirão Preto e Retiro Saudoso.
Para ganhar espaço, respeitando o limite transitável da avenida, os técnicos optaram por avançar a calçada para dentro do rio, permitindo, assim, que a largura original fosse mantida. Além disso, para melhorar ainda mais a vazão dos córregos, as antigas pontes, em forma de arco, foram substituídas por passarelas em linhas retas.
Entre a primeira e a segunda etapa das obras foram reconstruídas cinco pontes, sendo uma na rotatória Amin Calil, que passou de 16 m para 20 m de largura, e nas ruas Castro Alves, Mariana Junqueira, Luis da Cunha e Martinico Prado. O secretário de obras ressaltou que, mesmo não concluídas totalmente, as obras já ampliaram a vazão do rio de 80 m³ por segundo para algo em torno de 300 m³ por segundo. Na segunda etapa, a vazão subirá de 20 m³ por segundo para 150 m³ por segundo.
O custo das duas etapas das obras antienchente está estimado em torno de R$ 30 milhões, somado a uma contrapartida da Prefeitura de R$ 7 milhões e de R$ 3 milhões provenientes do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop). Para a realização da terceira fase, R$ 52 milhões serão necessários, além de R$ 17 milhões para a quarta e última etapa, totalizando uma extensão de 2.800 quilômetros de obras.
Abranche antecipou, ainda, que o plano de macrodrenagem de Ribeirão Preto prevê outras obras para aumentar ainda mais a vazão dos córregos que cortam a cidade. “Faremos um estudo para rebaixar o leito do córrego Retiro Saudoso, desde a avenida Francisco Junqueira até o final da Maurílio Biagi. O projeto prevê também a construção de uma barragem em local a ser definido”, aponta o secretário, lembrando que a barragem prevista para ser construída na região do Royal Parque, há mais de 25 anos, deverá sair do papel.