Robótica é utilizada para intensificar valores humanos

Escola de Ribeirão Preto utiliza robótica para aprimorar habilidades de alunos do ensino fundamental

 

No Sesi da Vila Recreio, zona Oeste de Ribeirão Preto, estudantes do ensino fundamental desenvolveram o projeto “Rio Inteligente”, um robô que prima por tirar o lixo dos rios para ajudar o escoamento da água, evitando as enchentes.

O projeto de robótica faz parte da Firts Lego League(FLL), programa organizado pela fundação For Inspiration and Recognition of Science and Technology (Para Inspiração e Reconhecimento da Ciência e Tecnologia, em tradução livre; sua sigla é First), com apoio da fabricante de brinquedos Lego.

A fundação todos os anos propõe às escolas do mundo todo temas para que se possam ser desenvolvidos por estudantes. Neste ano o tema é “World class”, para trabalhos que ajude no desenvolvimento dentre da sala de aula.

Em 2013, com o tema “Fúria da natureza” os alunos do sétimo ano, com a ajuda da coordenadora pedagógica da escola, Patrícia Caldo, realizaram uma pesquisa com moradores da região do córrego Retiro do Saudoso, para constatar qual é a principal reclamação de quem vive nas proximidades.

A aluna Alessandra Maciel, de 13 anos, diz que eles apontaram como problemas outros moradores que jogam lixo no córrego, e também a Prefeitura, por não fazer a devida limpeza do local. “Eles falaram que quando chove a água inunda as casas e destrói os móveis, e por isso, muitos saíram do local”, conta a estudante

Assim surgiu o protótipo, desenvolvido pelos estudantes, que é pensado para funcionar recolhendo os materiais inapropriados nos rios e reciclando o que for possível. O aluno João Vitor Dechine, um dos programadores do robô, explica que a retirada do lixo acontece por meio de um sensor de toque instalado no aparelho, orientando o caminho que deve seguir e a descarga em uma caçamba de lixo. “Essa caçamba é um aprimoramento, e foi sugestão de um jurado na FFL, por que até então o lixo ficaria na margem do rio”.

No Torneio de Robótica do Sesi, que aconteceu em novembro do ano passado, competição regional que classifica para fase nacional da FFL, a proposta da equipe, formada por oito alunos, terminou em 12º, mas a coordenadora Patrícia minimiza isso. “O fato de ser desenvolvido por eles é o que importa. O objetivo é de aprimorar as habilidades de cada aluno e valorizar o trabalho em equipe e lapidar nossas pedras preciosas”.

A analista de suporte informático do colégio, Carina Santana, lembra que alguns alunos trabalham, e as aulas de robótica são no período após as aulas normais, então não é sempre que os pais deixam os filhos participarem do projeto.

Futebol de robô

Os estudantes também participam de competições de futebol, mas de robôs. Os times na verdade são dois robozinhos, e o objetivo é o mesmo do esporte das multidões, fazer gol, mas isso com as garras do aparelho.

Ele é controlado por um aplicativo para celulares Android, chamado NXT Remote Control, escolhido e programado pelos alunos e que funciona por BlueTooth. O robô manda uma senha para o comandante, para que não tenha interferência entre os competidores.

Um dos controladores dos “atletas”, Marcos Ricoldi, de 13 anos, diz que precisa gostar de futebol para participar da brincadeira. “Nós gostamos, mas sabemos apenas o básico. O futebol de robô precisa de muito treinamento”.

 

Revide Online
Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Julio Sian

 

* Publicado em 25/04/2014

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