Santa Rosa do Viterbo: A retomada do progresso

Santa Rosa do Viterbo: A retomada do progresso

Com história atrelada ao desenvolvimento da Fazenda Amália, Santa Rosa de Viterbo retoma seu caminho de desenvolvimento

Santa Rosa de Viterbo nasceu da formação de um povoado junto ao Córrego Lagoa, então pertencente ao município de São Simão, na segunda metade do século XIX. Na década de 1890, foi criada a estrada de ferro Mogiana, que impulsionou o crescimento do povoado, recebendo várias construções ao redor. Uma delas foi a da capela de Rosa de Viterbo. Nesse período, Henrique Santos Dumont comprou terras para iniciar a Fazenda Amália, que, posteriormente, seria uma das potências da cidade. 

A propriedade rural deu impulso econômico ao povoado e também trouxe imigrantes italianos. No início do século XX, Santa Rosa foi elevada à vila e, em 1910, o local foi desmembrado para formar o município de Ibiquara, que mudaria de nome mais três vezes: Santa Rosa,  Icaturama e, definitivamente, Santa Rosa de Viterbo, em 1948. Nesse intervalo, na década de 1930, o conde Francisco Matarazzo Júnior assumiu o comando da Fazenda Amália e, consequentemente, o contexto sócio-político-econômico da cidade. 

Na década de 1960, após uma greve de trabalhadores, o conde expulsou os colonos da fazenda e a cidade assistiu ao maior êxodo rural da história. Além do despovoamento, a Fazenda Amália sofreu uma queda no crescimento econômico e passou por dificuldades. Na década de 1990, o império empresarial do Grupo Matarazzo na Fazenda Amália chegou ao fim.

Santa Rosa de Viterbo entrou no novo milênio com uma boa qualidade de vida, mas a falta de uma política de emprego levou o município a mergulhar em uma profunda crise a partir da década de 2010. Em 2015, após um século de existência, a Usina Amália, motor econômico da cidade, parou de funcionar, deixando uma sombra de incertezas sobre o povo santarrosense. Hoje, a economia da cidade está concentrada nos serviços, representados, principalmente, pelo comércio, profissionais liberais e serviço público, na indústria e na produção agropecuária. 

A antiga capela foi anexada à igreja matriz de Santa Rosa de Viterbo

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