Satisfação com o mercado de trabalho aumenta

Satisfação com o mercado de trabalho aumenta

A pesquisa revelou também que os ribeirão-pretanos, para se sentirem mais realizados, almejam ter mais dinheiro e ficar mais tempo com a família

A primeira fase da Pesquisa de Qualidade de Vida, organizada pela Associação Comercial de Ribeirão Preto (ACIRP) e pela Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), divulgada nesta terça-feira, dia 26, revelou que a maioria dos entrevistados avaliou Ribeirão Preto como um lugar “ótimo” ou “bom” para se morar. Aproximadamente 86% dos entrevistados fizeram uma análise positiva com relação a este quesito. 

Os dados da pesquisa de Qualidade de Vida foram coletados entre 2009 e 2013, sempre nos meses de junho e julho de cada ano. E pesquisa revelou que o mercado de trabalho é o principal ponto da cidade.

Dados do Ministério do Trabalho apontam um aumento no número de pessoas empregadas (dados referentes a julho). Em 2011 209,6 mil pessoas estavam empregadas em Ribeirão Preto. Em 2013 227,9 mil estão empregadas. A porcentagem de pessoas formalmente empregadas foi de 34,23% para 36,19%.

Perguntados sobre o que mais gostam em Ribeirão Preto. O mais citado como atrativo foi o Lazer/diversão/entretenimento. Em 2013, 23,5% das pessoas elegeram Lazer como o item que mais gosta. E mesmo que tenha sofrido uma redução. Em 2009 o índice era de 36,1%. “Todos os itens estão ligados ao mercado de trabalho. Até o lazer. Pois, sem trabalho não tem diversão”, explica Fred Guimarães, economista da ACIRP responsável pela pesquisa.

O mercado de trabalho foi o segundo item mais citado como atrativo. Em 2009 10,7% dos entrevistados responderam que gostam desse ponto e em 2013 15,10% dos entrevistados citaram o mercado de trabalho como um dos pontos que mais gostam na cidade. Diversidade de serviços teve um aumento de 50%, atingindo em 2013 8,40%.

Estrutura da qualidade de vida
Os cidadãos que foram ouvidos pela pesquisa citaram alguns pontos importantes para se ter uma boa qualidade de vida. O relatório separou os dez pontos mais lembrados pelos ribeirão-pretanos.

No topo da lista figura o item “ter saúde e acesso a cuidados médicos” (9,61), “ter bem estar e felicidade” (9,61), “ter integração familiar e social” (9,40), “Direito a habitação” (9,40), “acesso a educação de qualidade” (9,34), “acesso a oportunidade de emprego e ter condições de trabalho” (9,30), “segurança de vida e de propriedade” (9,14), “ter acesso e Recursos econômicos” (8,72), “acesso a recreação e cultura” (8,61), “direito a recursos políticos” (7,69).

O desenho da “estrutura” para o bem estar e uma boa qualidade de vida, segundo mostra a pesquisa, é formada por Interação familiar e social, satisfação pessoal, educação, habitação e saúde.

Mais tempo com a família
A pesquisa revelou também que os ribeirão-pretanos, para se sentirem mais realizados, almejam ter mais dinheiro e ficar mais tempo com a família.

O número dos cidadãos entrevistados durante a pesquisa que pretendem conviver mais com a família, saltou de 8,4% para 18,2% nos anos de realização da pesquisa. Em contrapartida, “ter um emprego melhor”, caiu de 23,1% para 11%. “Ter mais dinheiro” de 20,1% no ano passado subiu para 23,3% neste ano.

Para Fred Guimarães, economista da ACIRP responsável pela pesquisa, em parte, o índice de “ter um emprego melhor” sofreu uma redução, pois o mercado de trabalho ribeirão-pretano está em expansão. No entanto, esta redução, segundo ele, deve ser vista com bons olhos. “As pessoas encontraram o emprego que buscavam. Com relação à satisfação pessoal, o mercado de trabalho deixou de ser uma prioridade, pois as pessoas agora almejam outras realizações, como conviver mais com a família, que apresentou um aumento”, explica o economista.

Violência e criminalidade
Em certo ponto da pesquisa, os entrevistados foram perguntados sobre o que menos gostam em Ribeirão Preto. E embora tenha sofrido uma redução no índice com relação a 2012, “Violência e Criminalidade” foram os pontos mais citados. Em 2009 44% dos entrevistados afirmaram que o que menos gostam era da criminalidade. Desde então este índice tem oscilado. 30,8%, 25,10%, 39,1% e 33,5% em 2010, 2011, 2012 e 2013 respectivamente.

O trânsito foi o segundo item mais citado pelas pessoas entrevistadas. Em 2013, 17,4% afirmaram que o trânsito é o que menos gostam na cidade. Em 2009 este índice era de 12,2%.

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Texto: Bruno Silva
Foto: ACIRP/Divulgação

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