Se Vira Ribeirão
Na opinião do secretário e do grupo de articulação do ‘Se Vira Ribeirão’, evento estadual não fomenta a cultura local
Pelo segundo ano consecutivo Ribeirão Preto não receberá a Virada Cultural Paulista. O motivo, segundo o secretário da Cultura Alessandro Maraca, é o valor da contrapartida municipal — de R$ 200 mil —, considerado alto para a atual conjuntura da pasta que, assim como outras, sofreu um corte de 5% no orçamento 2013.
Na opinião do secretário e do grupo de articulação do ‘Se Vira Ribeirão’, festival independente criado nos moldes da Virada Cultural, o evento estadual não fomenta a cultura local, motivo pelo qual a Secretaria da Cultura decidiu não investir.
“O formato da Virada Cultural Paulista já vinha sendo debatido em âmbito estadual. É um investimento muito alto para um evento passageiro, que não cria laços profundos com os artistas e o público da cidade”, explica Leo Otero coordenador de planejamento do Coletivo Fuligem, grupo envolvido na organização do Se Vira Ribeirão.
Apesar de não concordarem com o formato de gestão da Virada Cultural Paulista, os articuladores do Se Vira Ribeirão também não veem com bons olhos o corte no orçamento da secretaria. “Esta redução representa algo ao redor de R$800 mil”, lamenta.
A Secretaria da Cultura anunciou que dará total apoio ao Se Vira Ribeirão no que for necessário. Segundo a assessoria de imprensa, o secretário aguarda o posicionamento do grupo para definir alguns detalhes. Contudo, na opinião de Leo Otero, o apoio oferecido pela prefeitura, não passa da função burocrática do estado. “A parte deles será liberar alvarás, dar suporte, como manutenção de terrenos e espaços públicos que iremos utilizar”, registra Otero.
Se Vira Ribeirão
No ano passado, quando foi anunciado que Ribeirão Preto não receberia a Virada Cultural Paulista, a sociedade se uniu e organizou o Se Vira Ribeirão 2012. Segundo Leo Otero, com apenas 1/10 do investimento financeiro, o evento independente teve 33 horas de programação ininterrupta, com a apresentação de 300 artistas e reuniu cerca de 10 mil pessoas em oito espaços diferentes contando com a produção colaborativa de mais de 150 pessoas. “Em 2012 conseguimos atingir resultados superiores aos da Virada Cultural Paulista”, ressalta Otero. Para o coordenador de planejamento do Coletivo Fuligem, isso prova que a sociedade, quando organizada, pode realizar grandes ações.
Início das atividades
Em abril serão realizadas quatro ações, aos domingos, cada dia em um bairro da periferia, cobrindo as zonas Leste, Norte, Sul e Oeste. Os eventos terão diferentes temas. No Quintino será realizado um evento com o tema “Cultura de rua”. No bairro Adão do Carmo será abordado o tema “ambiental”. No Jardim Paiva será abordado o tema “Ocupações”. E no bairro Antonio Palocci II o “Grito negro” será dado.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Divulgação