Segurança nas pedaladas

Segurança nas pedaladas

Em uma semana, três bicicletas foram roubadas. Duas delas na mesma hora

Ciclistas ribeirãopretanos pedalaram até a Câmara de Vereadores, no último dia 9 de abril, reivindicando mais segurança nos trajetos percorridos semanalmente por esses atletas. 

Em agosto do ano passado, o ciclista Sérgio Buonarotti foi baleado no abdômen por um grupo que tentou levar sua bicicleta. Outro fato que chamou a atenção para a vulnerabildade dos ciclistas, foi o roubo de três bicicletas, duas delas na mesma hora e local. 

A manifestação pacífica contou com cerca de 80 ciclistas, entre eles, a triatleta Andreia Aleixo, que foi convidada pelos vereadores que estavam em sessão para subir à tribuna do plenário e fazer sua reivindicação. “Por trás de cada bicicleta existe uma história de superação. Não podemos deixar de praticar o ciclismo por medo da violência”, ressalta Andreia.

O vereador Maurílio Romano, atendendo às reivindicações dos ciclistas, solicitou uma reunião com o coronel Salvador Loureiro Jr., Comandante do 51° Batalhão da Polícia Militar(BPM-I). Na reunião, o vereador deve tratar do policiamento preventivo durante o treinamento dos ciclistas. “A reunião foi marcada para quarta-feira, dia 25, às nove horas da manhã, na sala de comissões, veremos se é possível realizar os pedidos dos ciclistas”, afirma o vereador.

Participarão da reunião, os vereadores, o Superintendente da Guarda Civil Municipal André Tavares, a triatleta Andréia Aleixo, como representante dos Ciclistas Atletas e o Dr. Henrique Furquim Paiva, Representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Ribeirão Preto).

“A função da OAB é viabilizar uma solução eficiente para a segurança de cada ciclista, exigir um compromisso formal das Polícias Civil e Militar para atuação nesse problema que está crônico e incontrolável em nossa cidade”, explica o advogado Henrique Furquim. quesabe das dificuldades enfrentadas porque também pratica o ciclismo. Na opinião dele, a violência é apenas um agravante, pois o problema também se estende para a rodovia. “A violência dos roubos está muito acentuada e ameaçadora, porém, enfrentamos o desrespeito dos motoristas que não enxergam a bicicleta como um meio de transporte e agem como se estivéssemos atrapalhando o trânsito e entendem que não temos direito a espaço nas vias de circulação”, aponta. 

Os pontos com maior número de ações dos assaltantes são as avenidas Maurílio Biagi, João Fiusa, Presidente Vargas e Jardim Botânico. E enquanto a reunião para a decisão do aumento da segurança por parte da polícia militar e cívil não é realizada, os ciclistas têm se organizado em grupos para pedalarem juntos. Através de um grupo na rede social Facebook marcam os horários e os locais para o treinamento. “400 pessoas fazem parte do grupo, mas quando saímos para pedalar é uma quantidade que varia entre 50 a 80 pessoas. Essa é uma das maneiras de nos sentirmos mais seguros”, explica Andreia Aleixo.

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Texto: Bruno Silva
Fotos: Julio Sian, Ibraim Leão e Divulgação

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