Seleção especial

Seleção especial

Elegante e versátil: uma adega repleta de vinhos consagrados é o desejo de muitos apreciadores

Ter uma adega particular com rótulos conhecidos pelas boas avaliações de especialistas é o sonho de muitos enófilos. Montar uma adega em casa é um desafio que começa com a composição adequada do espaço físico para a armazenagem das garrafas. Antes de partir para a compra dos rótulos, no entanto, vale a pena estudar um pouco e degustar bastante, ações que irão colaborar para a formação de uma coleção versátil e de qualidade, com bons tintos, brancos, espumantes e “cartas na manga” para surpreender durante um jantar, por exemplo. 

De acordo com o sommelier Gleison Furini, da Mercovino, o ponto de partida para selecionar os vinhos que não podem faltar na adega é a versatilidade dos estilos, dos brancos e tintos leves até os mais encorpados, sem esquecer, claro, da variedade de preços. Atentar-se à diversidade de castas, regiões e países é uma boa dica. “Considere, ainda, os pratos que costuma preparar em casa e garanta rótulos que se encaixam nesse menu. Ter entre os eleitos certa pluralidade é uma boa escolha”, explica. 

A quantidade de exemplares de cada vinho dependerá da preferência do apreciador e, também, da ocasião em que pretende servir os rótulos. Para o sommelier, é importante priorizar a escolha de tintos de diferentes uvas, como Pinot Noir, Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Tannat. “Já ao selecionar os brancos, recomendo focar nas castas Sauvignon Blanc, Chardonnay, Riesling, Torrontes e Pinot Grigio. Em linhas gerais, comece pelos vinhos mais em conta e, aos poucos, vá comprando os mais caros e finos”, sugere Gleison. 

Dica do sommelier
Confira uma seleção dos vinhos que não podem faltar na adega

Segundo Gleison, montar uma adega requer tempo e bons investimentos

Tinto: um bom Malbec, como o vinho Caligiore Nature’s Legacy, não pode faltar em uma adega por conta da presença de fruta e corpo. 

Branco: um Chardonnay, como o Lauca Reserva, reúne o equilíbrio e variedade de estilos, desde os mais leves e frescos aos mais amadeirados e presentes. 

 

Espumantes: o Villa Chiopris Prosecco é ideal para uma adega, pois traz variedade aromática (limão, pera e maçã verde) e muito frescor em boca.

Rosé: um belo Rosé de Provence, como o Famille Pinot Passion, retrata frescor e aromas de framboesa, cereja e pétalas de rosa. 

Não esqueça
- Os vinhos precisam de alguns cuidados para manter suas características, como a temperatura de aproximadamente 12ºC e um percentual de umidade entre 65 e 75%, de preferência, protegidos da luz solar.
- As garrafas devem ser armazenadas deitadas — na hora de consumir, basta uma hora na geladeira para que o vinho fique na temperatura ideal.

 Confraria

“O vinho é o mais eficiente colaborador da boa convivência, inspirando a alegria dos momentos inesquecíveis da vida. Embora a solidão não seja inimiga do prazer da degustação, não se deve desperdiçar a oportunidade de compartilhar as qualidades do vinho, explorando suas riquezas íntimas com amigos, familiares e amores passageiros e duradouros. Mesmo sem conhecimento para selecionar aqueles que seriam os melhores, não nego apreciar os tintos italianos, especialmente, Primitivos, de Manduria, coincidentemente, os preferidos da minha esposa, Rosângela. Na verdade, nunca desprezei os vinhos de outros países e acompanho, com entusiasmo, a evolução dos nacionais. Em Mendoza, na Argentina, constatei a especialidade das vinícolas na exploração das uvas Malbec (tanto do vale Lujan/Maipú, como no Valle do Uco, aos pés da Cordilheira dos Andes), tendo redobrado minha atenção para as explicações técnicas oferecidas na Pulenta Estate, sobre o famoso Cabernet Franc. Também na Catena Zapata, descobri as arrojadas e vitoriosas empreitadas da lendária figura de Nicola Catena, em busca do reconhecimento internacional dos vinhos argentinos. Impressionado saí da Domaine Bousquet, com a proposta de vinhos orgânicos e, mais ainda, com a portentosa sede da família Zuccardi, Piedra Infinita. O mais importante de tudo foi confirmar que, naquela região de cenário peculiar, os vinicultores conciliaram a aridez da terra às águas abundantes canalizadas dos degelos, produzindo um vinho de corpo suficiente para satisfazer os ecléticos e mais exigentes, trabalhando com a seriedade que anima cumprir mais um brinde nos rituais festivos: erguerei uma taça complementar a todos os produtores. Não é desculpa, não. Saúde.” 
Ênio Santarelli Zuliani, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e professor de Direito Civil.

Vale a pena

Alamos Malbec, 2016: o vinho recebeu 91 pontos do crítico James Suckling, que ficou impressionado com o novo estilo da bebida e elogiou por se tratar de um vinho equilibrado e fino. Produtor: Alamos - Catena Zapata.

Domaine Bousquet Malbec, 2014: elaborado a partir de uvas orgânicas com dez meses de envelhecimento em barris de carvalho francês e quatro meses em garrafa.

Região produtora
Conhecida como o berço do vinho argentino, Mendoza é conhecida por produzir o melhor Malbec do mundo. Localizado aos pés da Cordilheira dos Andes, Mendoza é um dos destinos turísticos mais procurados e visitados no país. 

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