Sem acordo, servidores mantêm greve e marcam protesto
Sindicato disse que paralisação atingiu 95% dos locais de trabalho; em reunião com líderes sindicais a Prefeitura mostrou o comprometimento das receitas com a folha de pagamento
A greve dos servidores municipais de Ribeirão Preto entra no segundo dia nesta quarta-feira, dia 25. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais (SSM), a paralisação atingiu cerca de 95% de todos os locais de trabalho.
A adesão da categoria, de acordo com o sindicato, é uma das maiores dos últimos anos. No final da manhã desta terça-feira, 24, a entidade contabilizou 7 mil servidores parados, dos 12 mil existentes. Parte dos grevistas foi à sede do sindicato assinar o ponto.
A Prefeitura não fez um balanço do movimento, mas informou por meio de nota que ainda pela manhã que “encaminhou ofício ao Sindicato dos Servidores Municipais para que sejam mantidos todos os serviços essenciais, principalmente Saúde, Educação e abastecimento de água.”
No final da tarde desta terça-feira, Representantes da Administração Municipal e do Sindicato dos Servidores se reuniram na Secretaria Municipal da Fazenda, onde analisaram os dados das contas do município e o comprometimento com a folha de pagamento.
Durante a reunião, que durou cerca de duas horas, os secretários da Fazenda, Francisco Sérgio Nalini; de Governo, Osvaldo Ceoldo, e o presidente do COF (Comitê Orçamentário e Financeiro), Marcus Berzotti, mostraram aos diretores e técnicos do Sindicado dos Servidores a real situação das contas da administração e o impacto do reajuste nos gastos com a folha de pagamento.
Não chegou a ser feita nova proposta de reajuste aos servidores e o presidente do COF, reafirmou que a administração continua aberta ao diálogo com os servidores na tentativa de encontrar uma maneira de atender às necessidades da categoria sem que isto implique em ultrapassar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Para o Sindicato, o encontro foi uma perda de tempo por parte dos representantes dos trabalhadores. “O governo insistiu em números e contas "mirabolantes" para sustentar a proposta feita aos servidores de 3,23% de reajuste salarial”, afirmou em nota à imprensa.
Diretores do Sindicato disseram que a greve segue por tempo indeterminado. "Em todos os locais de trabalho da Prefeitura existem pessoas de braços cruzados, ou seja, a adesão por locais de trabalho é de 95%. É óbvio que os serviços essenciais, de urgência e emergência estão sendo mantidos como determina a Justiça. Em alguns locais, para não prejudicar a população os atendimentos chegam a 50% e, em outros, o mínimo de 30% estão sendo mantidos", garantiu o presidente do Sindicato, Wagner Rodrigues.
O sindicato também marcou para as 16h desta quarta-feira um protesto dos trabalhadores em frente ao Theatro Pedro II. Depois da concentração, os servidores seguirão em passeata até o Palácio Rio Branco.
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Fotos: Divulgação