Sem solução para a Cianê
A reclamação pela presença de usuários de drogas e lixo jogado no terreno é frequente por parte de moradores do bairro
Tombado pela Secretaria da Cultura de Ribeirão Preto, em agosto de 2010, o prédio da Cianê continua abandonado e sem uma definição de utilização pela prefeitura municipal. O local, que corresponde à antiga fábrica das Indústrias Reunidas Matarazzo, ocupa uma área de 39 mil m², e escancara o abandono patrimonial no município.
Em fevereiro de 2011, a então secretária da Cultura, Adriana Silva, afirmou que o projeto cultural que seria implantado nos três barracões da Cianê estava pronto – um projeto de R$ 20 milhões que englobava, entre demais reformas, a transferência do Arquivo Público, do Museu da Imagem e do Som (MIS) e da FATEC –, mas era preciso obter recursos financeiros para concretizar os planos.
Logo após a afirmação da ex-secretária da pasta, o galpão ‘1’ da Cianê teve o telhado destruído por um incêndio em outubro do mesmo ano. E assim permaneceu. Mesmo com propostas e promessas, o tal projeto não vingou. Dois anos se passaram e nada se vê a respeito nas imediações dos Campos Elíseos, entre a Via Norte e a Marechal Costa e Silva. A reclamação pela presença de usuários de drogas e lixo jogado no terreno é frequente por parte de moradores do bairro.
A Prefeitura Municipal informou, através de nota enviada pela assessoria de imprensa, que um muro foi construído na extensão da Via Norte para conter invasões no terreno e que a Guarda Municipal faz ronda 24 horas na Cianê, já que existe uma base da guarda na Praça Rômulo Morandi. Segundo a nota, a Secretaria da Cultura também está fazendo um levantamento para verificar a possibilidade de fechamento das laterais da Cianê pela Via Norte, em parceria com o comércio local.
Até o fechamento desta matéria, a Secretaria da Cultura não respondeu sobre os possíveis futuros projetos para a Cianê.
Revide Online
Texto: Fernando Belezine (Colaborador)
Fotos: Arquivo Revide