Semana de Choro
De 9 a 15 de setembro, a 2ª Semana do Choro visa fortalecer o gênero através de workshop, filmes e rodas de choro espalhadas em diversos pontos da cidade
O tradicional “Chorinho”, considerado o primeiro gênero de música popular urbana tipicamente brasileiro, será reverenciado durante a 2ª Semana do Choro, que acontece de 9 a 15 de setembro, em Ribeirão Preto.
Com o intuito de resgatar a cultura do trabalho musical dos grandes nomes dos primórdios desse gênero, que se iniciou no Rio de Janeiro do século XIX, a Semana é uma realização do Projeto Choro da Casa, um grupo criado em 2012 por músicos de choro.
“O Choro da Casa começou a ser encarado como projeto quando tivemos a iniciativa de fazer a 1ª Semana do Choro, em 2011. A partir daí começamos algumas atividades”, explica o músico Alexandre Peres, um dos idealizadores do projeto.
Alexandre afirma que havia uma incerteza sobre a realização da sequência do evento, devido a algumas dificuldades com o evento anterior que, segundo o músico, “foi todo feito na raça”.
Para 2013, a 2ª Semana do Choro contará com diversos apoios. O projeto foi selecionado pelo edital da Secretaria Municipal da Cultura, através do Programa de Incentivo Cultural (PIC), de 2013 e também conta com o apoio da Associação Cultural Casinha da Arte, do Memorial da Classe Operária - UGT e da Fundação Pedro II.
De 9 a 15 de setembro, a 2ª Semana do Choro visa fortalecer o gênero através de workshop, filmes e rodas de choro espalhadas em diversos pontos de Ribeirão Preto e da região.
Grandes nomes e grupos do gênero participarão do evento. Wellington Gama e Regional; Luis Passos; Grupo La Chorona, de Florianópolis; Quarteto Café, de Leme; Rafael Funchal; Grupo Bem Brasil; Chorando no Interior e o mestre do choro no Brasil, Toninho Carrasqueira, que fará um workshop sobre o choro, na sala de concertos da Tulha, na USP Ribeirão e se apresentará no sábado, dia 14 - também na USP - com repertório de Pixinguinha, Altamiro Carrilho, Patápio Silva, Jacob do Bandolim, Dominguinhos e Cristovão Bastos.
A importância do Choro
Segundo Alexandre Peres, Baden Powel, Tom Jobim e Villa Lobbos afirmaram que o choro é a escola do músico brasileiro.
Embora muito admirado por brasileiros, não são todos que têm acesso ao Choro, por isso, o evento foi criado, com o objetivo de suprir a falta de conhecimento e de acesso, mostrando o gênero e sua importância. “Não encaro como resgate. O choro está ai há mais de 150 anos, assim como o futebol. Só foi excluído pela grande mídia, que abandona tudo o que é cultural. A música de qualidade não fica velha. Encaro as composições de Ernesto Nazareth, que são do século passado, como modernas. São complexas. Dificilmente alguém compõe assim nos dias de hoje”, finaliza.
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Texto: Bruno Silva
Foto: Divulgação