Semeando o futuro
Nas mãos da nova geração fica depositada a esperança de reverter os danos ecológicos e restaurar o equilíbrio do meio ambiente
Segundo especialistas, investir na conscientização e na educação ambiental, desde cedo, faz com que conceitos simples, como não desperdiçar água e separar o lixo orgânico do reciclável, sejam inseridos de maneira natural no comportamento das crianças e dos adolescentes. “Eles entendem que cada um tem papel fundamental para contribuir com a preservação do meio ambiente e que todos devem realizar as tarefas com empenho, pois esse é um trabalho conjunto. São as pequenas atitudes que fazem a diferença. Temos que agir no presente, mas sem esquecer de pensar no futuro, ou seja, nas crianças”, afirma a secretária da Educação, Maria Débora Vendramini Durlo.
Pensando nisso, a Secretaria da Educação, em parceria com a do Meio Ambiente, implantou, de forma inédita, o Programa Integrado de Educação Ambiental, em vigor desde junho deste ano. Um dos colaboradores é a Casa da Ciência. Os profissionais da Casa visitam, em média, uma escola do Ensino Infantil e do Fundamental a cada semana. Nesse dia, os alunos aprendem fazendo experiências, conhecendo as razões dos problemas ambientais e o que pode ser feito para melhorar as condições atuais. “Nossa função é mostrar o funcionamento do mundo de uma maneira didática, através da Química e da Física. Assim, eles compreendem o que é uma chuva ácida, como funciona a inversão térmica e o que causa o efeito estufa”, explica o coordenador pedagógico da Casa da Ciência, Marcelo Pereira. As escolas são incentivadas a desenvolver projetos específicos em cada escola para aprimorar o próprio sistema de funcionamento, como a desintoxicação adequada das lâmpadas fluorescentes e a reciclagem do óleo de cozinha, que se transforma em produtos de limpeza.
Alexandre Gouvea, coordenador do programa, destaca outro projeto interessante. “O Bosque Fábio Barreto é um rico recurso. Temos cursos de férias em janeiro e em julho que estão bem concorridos. Os estudantes são inseridos no habitat dos animais e entendem que cada ação pode interferir no equilíbrio”, informa Alexandre. Cerca de 40 estagiários capacitados guiam os pequenos pelo passeio informativo. Durante o ano letivo, os professores podem agendar visitas para complementar o conteúdo da sala de aula. São oito roteiros diferentes: mamíferos, répteis, vegetação, entre outros. Em breve, será lançada uma cartilha ambiental com a história de um dos animais do zoológico, o lobo guará chamado Juan.
Escolas particulares também realizam trabalhos de conscientização, como faz o Liceu Albert Sabin. “A Educação Ambiental não pode ser pautada por ações esporádicas ou comemorativas. Deve fazer parte do dia a dia dos educadores e dos alunos através de procedimentos rotineiros”, opina o professor e coordenador de Ciências, Marcelo Nunes Mestriner. Entre as diversas ações, algumas merecem destaque, como a alameda, cujas árvores foram plantadas pelos alunos da escola, a horta orgânica, os depósitos seletivos de lixo e o levantamento de fauna e da flora locais.
O coordenador evidencia, ainda, a importância dos professores, já que os adultos servem de exemplo. “Nossas atitudes precisam ser coerentes com o que pregamos. A Instituição, representada por seus profissionais, deve ser coerente com o projeto pedagógico, mostrando-se atenta e solidária com os princípios do projeto”, enfatiza Marcelo. O Colégio Auxiliadora também possui iniciativas na área ambiental. No ano passado, o projeto “Biodiversidade” plantou 900 mudas de árvores nativas. Este ano, foi criado o projeto “Reciclando ideias para ações concretas”, inspirada na Campanha da Fraternidade, cujo tema é “Aquecimento Global: Fraternidade e Vida no Planeta”. A professora de Ciências, Olivia Gimenes Marne, revela as ações já colocadas em prática. “Implantamos a coleta seletiva de resíduos sólidos gerados no colégio através de latões para resíduos orgânicos e recicláveis distribuídos em pontos estratégicos. Substituímos os copos plásticos descartáveis usados por funcionários e professores do Colégio por canecas permanentes. Usamos materiais recicláveis, sempre que possível, para confecção de maquetes e de outros trabalhos. Também reduzimos o uso de papéis, tanto em atividades administrativas quanto pedagógicas”, enumera a professora.
Visitas monitoradas
Para agendar visitas monitoradas pelo Bosque Fábio Barreto, entre em contato pelos tels.: (16) 3636.2545 e 3636.2283, ramal 29. O programa oferece oito opções de roteiros educativos.
Ararajuba
Este roteiro tem como objetivo apresentar o zoológico aos visitantes com foco no setor de aves. No passeio, são apresentadas as principais diferenças entre as espécies de aves que habitam o parque.
Duração: 1h30
Bugio
Apresenta todos os animais aos visitantes, porém enfoca a visita no setor de mamíferos. Este roteiro mostra as diferentes espécies, além de apresentações do setor de Enriquecimento Ambiental, que realiza atividades com os animais, visando a melhoria da qualidade de vida desses animais em cativeiro.
Duração: 1h30
Cutia
Esse passeio tem como objetivo apresentar ao visitante o zoológico de uma forma completa, passando por todos os recindos dos animais, bem como o Jardim Japonês e o Mirante
Duração: 3h
Jacaré do Papo Amarelo
Para mostrar os répteis habitanters do zoológico, o roteiro conta com apresentação de algumas espécies de serpentes para desmistificar alguns conceitos equivocados.
Duração: 1h30
Jequitibá
Além de apresentar o zoológico de uma forma completa, o roteiro oferece aos visitantes a opção de conhecer a Trilha do Jequitibá, um trecho de mata nativa, resquício da Mata Atlântica, onde é possível observar diversos exemplares da flora brasileira e suas interações ecológicas.
Duração: 3h
Mico de Cheiro
Nesse roteiro, os visitantes conhecem os bastidores do zoológico, onde é explicado como é feita a manutenção dos recintos, a alimentação dos animais e os cuidados necessários para lidar com os bichos.
Duração: 3h
Onça Pintada
Roteiro que possui como objetivo apresentar a fauna silvestre brasileira, incluindo demonstrações de animais e atividades de Enriquecimento Ambiental, além de breve apresentação de animais exóticos,
Duração: 1h30
Onça Suçuarana
Esse roteiro apresenta os animais do zoológico, porém com foco na fauna silvestre regional, enfatizando as principais causas da vinda dos bichos para a cidade, como destruição do habitat natural e o tráfico de animais
Duração: 3h