Servidores da saúde decidem manter greve
Paralisação é por redução de jornada; Prefeitura diz não ter como cumprir agora
Os servidores da saúde, em assembleia na noite desta segunda-feira, decidiram manter a greve iniciada pela manhã. Participam da paralisação os auxiliares e técnicos de enfermagem, auxiliares de farmácia e auxiliares de saúde bucal. Eles reivindicam a redução de jornada de trabalho para 30 horas, como foi acordado no ano passado.
A Prefeitura alega que neste momento não há como reduzir a jornada, porque está no limite prudencial de gastos com funcionalismo, determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para reduzir, teria que contratar servidores,o que acarretaria gasto extra de R$ 900 mil por mês.
Na tarde desta segunda-feira, a Prefeitura divulgou um balanço onde afirmou que a adesão ao movimento foi parcial. “De acordo com o levantamento feito pela secretaria (da Saúde) mais de 70% dos técnicos de enfermagem, odontologia e farmácia estão trabalhando normalmente”, assegurou a Administração Municipal em nota à imprensa.
Também garantiu que todas as unidades de saúde permaneceram abertas e que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funcionou normalmente, “sem prejuízo à população, da mesma maneira que as unidades de Pronto Atendimento”. Mas houve informação de problemas de atendimento em algumas unidades e cancelamento de consultas agendadas.
Manifestação
Na assembleia, os servidores também aprovaram uma manifestação em frente ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, nesta terça-feira, às 17h.
“O governo tentou em sua entrevista coletiva (concedida na manhã desta segunda-feira) desmotivar e desestruturar a greve dos trabalhadores, afirmando que o descontentamento das classes não é legítimo”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wagner Rodrigues.
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Texto: Guto Silveira
Fotos: Digulgação