Servidores em greve
Com salários atrasados, os servidores de Ribeirão Preto decidiram paralisar as atividades a partir de 6 de janeiro
Com salários atrasados, os servidores de Ribeirão Preto decidiram paralisar as atividades a partir de 6 de janeiro, mantendo 30% dos trabalhadores para os serviços essenciais, como manda a lei. A categoria não aceitou a proposta da Prefeitura, que se comprometeu a pagar de forma integral os vencimentos referentes a dezembro até o dia 11. Durante a posse, no dia 1º de janeiro, o prefeito Duarte Nogueira afirmou que não tinha condições de arcar com esse custo, pois recebeu a administração com apenas R$ 3 milhões em caixa, enquanto o necessário para os salários são mais de R$ 50 milhões.
No dia 3, o Sindicato dos Servidores comunicou a Prefeitura sobre a decisão pela greve. A Administração recorreu à Justiça para evitar a paralisação e garantir que não ocorra descontinuidade de serviços. “Esperamos que o Governo não meça esforços para resolver esse impasse e pague o que é direito dos servidores o mais rápido possível”, afirmou o presidente do sindicato, Laerte Carlos Augusto.
Em nota, a Administração Municipal pede a compreensão dos servidores municipais neste momento de extrema dificuldade para a Prefeitura, informando que buscará manter os serviços públicos em funcionamento mesmo com a greve. O pagamento dos salários é realizado no último dia útil do mês e a folha é estimada em R$ 56 milhões.